Diretor do CED avalia projeto do MEC para o ensino fundamental
"Uma resposta às demandas sociais". É assim que o professor Carlos Alberto Marques, diretor do Centro de Ciências da Educação (CED) da UFSC, define a proposta de lei que amplia de oito para nove anos a duração do Ensino Fundamental.
O professor considera que o projeto é oportuno, e diz que no período histórico em que vivemos, "os sistemas de informação, os meios de comunicação e os sistemas sociais que interagem com as pessoas já desde a primeira infância, fazem com que haja um processo intenso de envolvimento da criança com o mundo social, ou seja, a socialização ocorre bastante cedo".
Marques destaca a importância da escola no processo de convívio social, uma vez que foram estendidos às instituições de ensino papéis complementares à escolarização, como as demandas por saúde, segurança e assistência psicológica. Ele lembra que no Rio Grande do Sul as crianças já ficam um ano a mais na escola, e acredita que o projeto do Ministério da Educação leva em conta experiências como essa.
Quanto às mudanças no conteúdo ministrado, caso aumente a duração do ensino fundamental, o professor diz que é preciso estudar com mais detalhes a proposta do governo.
Apesar de considerar válida a iniciativa do MEC, Marques pondera que o problema da educação no Brasil não é a quantidade de tempo que o aluno fica na escola, e sim a qualidade do ensino. "Aumentar o tempo de permanência aumentando também a qualidade dos processos educativos pode ser bom para a criança e é bom para a sociedade".
O professor lembra que a lei que obriga a matrícula de crianças a partir de seis anos de idade no ensino fundamental já foi sancionada. A nova proposta do MEC, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional e pelo Senado, trata de aumentar para nove anos a duração do ensino fundamental.
publicado em May.23th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11905
O professor considera que o projeto é oportuno, e diz que no período histórico em que vivemos, "os sistemas de informação, os meios de comunicação e os sistemas sociais que interagem com as pessoas já desde a primeira infância, fazem com que haja um processo intenso de envolvimento da criança com o mundo social, ou seja, a socialização ocorre bastante cedo".
Marques destaca a importância da escola no processo de convívio social, uma vez que foram estendidos às instituições de ensino papéis complementares à escolarização, como as demandas por saúde, segurança e assistência psicológica. Ele lembra que no Rio Grande do Sul as crianças já ficam um ano a mais na escola, e acredita que o projeto do Ministério da Educação leva em conta experiências como essa.
Quanto às mudanças no conteúdo ministrado, caso aumente a duração do ensino fundamental, o professor diz que é preciso estudar com mais detalhes a proposta do governo.
Apesar de considerar válida a iniciativa do MEC, Marques pondera que o problema da educação no Brasil não é a quantidade de tempo que o aluno fica na escola, e sim a qualidade do ensino. "Aumentar o tempo de permanência aumentando também a qualidade dos processos educativos pode ser bom para a criança e é bom para a sociedade".
O professor lembra que a lei que obriga a matrícula de crianças a partir de seis anos de idade no ensino fundamental já foi sancionada. A nova proposta do MEC, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional e pelo Senado, trata de aumentar para nove anos a duração do ensino fundamental.
publicado em May.23th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11905


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