Breve biografia de Carl Mydans
Nascido a 20 de maio de 1907, na cidade de Boston, o fotógrafo estadunidense Carl Mydans cresceu nas redondezas de Medford, e quando criança pensava em ser construtor de navios ou cirurgião. Estudou em escola pública, formando-se pela Universidade de Boston, em 1930, em jornalismo, área na qual começou a trabalhar e que o fez mudar-se para Nova York.
Seu contato com fotografia começou de forma amadora, quando adquiriu uma câmera de segunda mão – uma 35mm Contax, concorrente da Laica e incomum no fotojornalismo –, levando-a consigo nas matérias; não demorou muito para que seu talento aflorasse e fosse reconhecido. Em 1936, Mydans foi contratado pela revista Life, sendo então o quinto fotógrafo que a publicação empregava – publicação esta que surgia para abranger a um nicho de mercado ainda pouco explorado, e com uma dinâmica gráfica muito diferente da dos jornais. Pela Life, o fotógrafo viajou o mundo todo, e entrou em contato com os mais variados tipos de pessoa, fascinando-se com o comportamento humano: “Quando eu comecei a usar a câmera, me tornei um obsessivo ‘observador de pessoas’, analisando seus modos e posturas, desenhos da boca, falsidade dos sorrisos, olhares diretos e desviados. Quando aprendi a entender esses sinais e a interpretá-los, descobri uma série de histórias tão variadas e tão cativantes quanto a própria raça humana”.
Mydans casou-se em 1938, e sua esposa – também jornalista – acompanhou-o à Europa, ambos a serviço da Life, quando a Segunda Guerra Mundial explodiu. Em 1941, o casal foi preso pelos japoneses, sendo libertados quase dois anos depois, numa troca de prisioneiros entre Japão e Estados Unidos. Quatro anos mais tarde, o fotógrafo voltou àquele país, onde foi diretor do escritório da Life, em Tókio; foi também no Japão que ele – saindo ileso – presenciou e registrou um terremoto de grandes proporções, em Fukui, no qual quase quatro mil pessoas morreram.
Entre fotos de guerras e conflitos, de personalidades ou pessoas comuns, e todas as outras de autoria de Mydans, as que mais se destacam são as do General Douglas MacArthur, durante a Segunda Guerra; também merece destaque a forma como o fotógrafo registrou a reação dos cidadãos de seu país, no metro, lendo as manchetes sobre o assassinato do então presidente John F. Kennedy [foto acima].
Carl Mydans morreu no dia 16 de agosto de 2004, aos 97, vítima de um ataque cardíaco.
Ref. Bibliográficas - Aug.20th.04
http://www.gallerym.com/artist.cfm?ID=30
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A9837-2004Aug17.html
http://www.guardian.co.uk/obituaries/story/0,3604,1286983,00.html
http://diariodonordeste.globo.com/2001/03/25/010024.htm
entregue em Aug.26th.04
Seu contato com fotografia começou de forma amadora, quando adquiriu uma câmera de segunda mão – uma 35mm Contax, concorrente da Laica e incomum no fotojornalismo –, levando-a consigo nas matérias; não demorou muito para que seu talento aflorasse e fosse reconhecido. Em 1936, Mydans foi contratado pela revista Life, sendo então o quinto fotógrafo que a publicação empregava – publicação esta que surgia para abranger a um nicho de mercado ainda pouco explorado, e com uma dinâmica gráfica muito diferente da dos jornais. Pela Life, o fotógrafo viajou o mundo todo, e entrou em contato com os mais variados tipos de pessoa, fascinando-se com o comportamento humano: “Quando eu comecei a usar a câmera, me tornei um obsessivo ‘observador de pessoas’, analisando seus modos e posturas, desenhos da boca, falsidade dos sorrisos, olhares diretos e desviados. Quando aprendi a entender esses sinais e a interpretá-los, descobri uma série de histórias tão variadas e tão cativantes quanto a própria raça humana”.
Mydans casou-se em 1938, e sua esposa – também jornalista – acompanhou-o à Europa, ambos a serviço da Life, quando a Segunda Guerra Mundial explodiu. Em 1941, o casal foi preso pelos japoneses, sendo libertados quase dois anos depois, numa troca de prisioneiros entre Japão e Estados Unidos. Quatro anos mais tarde, o fotógrafo voltou àquele país, onde foi diretor do escritório da Life, em Tókio; foi também no Japão que ele – saindo ileso – presenciou e registrou um terremoto de grandes proporções, em Fukui, no qual quase quatro mil pessoas morreram.
Entre fotos de guerras e conflitos, de personalidades ou pessoas comuns, e todas as outras de autoria de Mydans, as que mais se destacam são as do General Douglas MacArthur, durante a Segunda Guerra; também merece destaque a forma como o fotógrafo registrou a reação dos cidadãos de seu país, no metro, lendo as manchetes sobre o assassinato do então presidente John F. Kennedy [foto acima].
Carl Mydans morreu no dia 16 de agosto de 2004, aos 97, vítima de um ataque cardíaco.
Ref. Bibliográficas - Aug.20th.04
http://www.gallerym.com/artist.cfm?ID=30
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A9837-2004Aug17.html
http://www.guardian.co.uk/obituaries/story/0,3604,1286983,00.html
http://diariodonordeste.globo.com/2001/03/25/010024.htm
entregue em Aug.26th.04


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