CDL acredita que aumento do salário mínimo não aumenta poder aquisitivo
A CDL não acredita que o aumento do salário mínimo vá se refletir no crescimento de vendas do comércio. Afonso dos Santos, diretor de Assuntos Políticos da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis, afirmou que o reajuste não aumenta o poder de compra do trabalhador.
O novo mínimo de R$300 entrou em vigor no dia 1º de maio e foi corrigido em 15,4%. O aumento real, porém, foi de apenas 8,8%, levando-se em consideração o Índice Nacional de Preços ao consumidos (INPC). Segundo Santos, o aumento real é "anulado" se comparados os crescimentos do salário mínimo e do Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiros nos últimos anos. "O PIB cresceu muito mais que o salário, ou seja, o trabalhador não tem aumento do poder de compra, ele só recupera o que perdeu no ano passado."
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos, Dieese, divulgou na semana passada os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada em 2004. O estudo mostra que, em Santa Catarina, mais de 370 mil trabalhadores ganham até um salário mínimo, o que corresponde a 12,6% dos quase três
milhões de ocupados do estado; no Brasil, esse número cresce para 22 milhões de pessoas, 31,9% do total. Se considerados os trabalhadores que recebem até dois salários mínimos, a fatia aumenta para 41,2% dos ocupados catarinenses, somando 1,2 milhões de pessoas.
O mesmo estudo do Dieese calcula em R$13,3 milhões o valor a mais que passa a circular em todo o país devido ao reajuste salarial. A supermercadista Xxxxxxxx Yyyyyyy acredita que as vendas devem crescer já a partir de maio: "as pessoas já começam a comprar porque sabem que vão receber mais no fim do mês". A expectativa da comerciante é de que as pessoas também aproveitem o novo salário para quitar as dívidas.
José Álvaro Cardoso, economista e técnico do Dieese, explica que apesar do crescimento de 10,7% na produção catarinense, e de 26,6% nas exportações do estado, o rendimento médio do trabalhador não tem aumentado. Cardoso disse também que as vendas do comércio "têm se concentrado em bens de consumo de duráveis".
Segundo os dados do Dieese, com mínimo de R$260, o trabalhador da região de Florianópolis conseguia comprar 1,56 cestas básica; com o reajuste, esse número sobe para 1,79 – a média da cesta na capital fica em torno de R$167.
entregue em May.5th.2005
O novo mínimo de R$300 entrou em vigor no dia 1º de maio e foi corrigido em 15,4%. O aumento real, porém, foi de apenas 8,8%, levando-se em consideração o Índice Nacional de Preços ao consumidos (INPC). Segundo Santos, o aumento real é "anulado" se comparados os crescimentos do salário mínimo e do Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiros nos últimos anos. "O PIB cresceu muito mais que o salário, ou seja, o trabalhador não tem aumento do poder de compra, ele só recupera o que perdeu no ano passado."
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos, Dieese, divulgou na semana passada os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada em 2004. O estudo mostra que, em Santa Catarina, mais de 370 mil trabalhadores ganham até um salário mínimo, o que corresponde a 12,6% dos quase três
milhões de ocupados do estado; no Brasil, esse número cresce para 22 milhões de pessoas, 31,9% do total. Se considerados os trabalhadores que recebem até dois salários mínimos, a fatia aumenta para 41,2% dos ocupados catarinenses, somando 1,2 milhões de pessoas.
O mesmo estudo do Dieese calcula em R$13,3 milhões o valor a mais que passa a circular em todo o país devido ao reajuste salarial. A supermercadista Xxxxxxxx Yyyyyyy acredita que as vendas devem crescer já a partir de maio: "as pessoas já começam a comprar porque sabem que vão receber mais no fim do mês". A expectativa da comerciante é de que as pessoas também aproveitem o novo salário para quitar as dívidas.
José Álvaro Cardoso, economista e técnico do Dieese, explica que apesar do crescimento de 10,7% na produção catarinense, e de 26,6% nas exportações do estado, o rendimento médio do trabalhador não tem aumentado. Cardoso disse também que as vendas do comércio "têm se concentrado em bens de consumo de duráveis".
Segundo os dados do Dieese, com mínimo de R$260, o trabalhador da região de Florianópolis conseguia comprar 1,56 cestas básica; com o reajuste, esse número sobe para 1,79 – a média da cesta na capital fica em torno de R$167.
entregue em May.5th.2005


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