Estudantes relançam Movimento Passe Livre
Estudantes relançaram ontem a Campanha 2005 do Movimento Passe Livre com a exibição de um curta-metragem que mostra cenas da Campanha de 2004. As palestras foram realizadas na Universidade de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (Udesc) e no Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foram exibidos mais dois vídeos, um sobre a Plenária Nacional do Passe Livre, ocorrida no Rio Grande do Sul em janeiro deste ano, e outro com cenas do Movimento em São Paulo.
Na conversa que veio depois, Marcelo Pommar, um dos principais líderes do Movimento em Florianópolis, falou com os estudantes sobre as expectativas para este ano e convidou os presentes para participar da manifestação de amanhã, às 16h, com concentração nas escadarias da Catedral. Segundo Marcelo, a Campanha de 2005 é extremamente importante para que a lei seja efetivamente implantada. ”Agora que a lei existe, temos que garantir que seja cumprida”, afirmou.
Na palestra de relançamento da Campanha, Marcelo ponderou com os estudantes sobre a possível tentativa da Prefeitura de “fracionar” o Movimento, e afirmou que isso não vai desanimar os manifestantes. (Há duas semanas atrás, o Prefeito Dário Berger baixou a portaria 1405, pela qual os estudantes de escolas publicas municipais que morem a mais de dois quilômetros da escola e tenham renda inferior a R$780 têm direito ao passe livre). Marcelo também afirmou que o Prefeito tem um jeito diferente de governar da ex-prefeita, e que por isso a Campanha terá algumas mudanças.
A Lei No. 1.137/04, de seis de dezembro de 2004, regulamenta o passe livre estudantil e prevê a implantação deste para o ano de 2006 – decisão que não agrada aos manifestantes. A lei foi aprovada após uma série de manifestações que entraram para a historia da cidade – entre elas, a do dia em que os estudantes fecharam completamente as duas pontes que fazem a ligação Ilha-Continente, e protestaram por mais de uma hora. Em Florianópolis, o Movimento começou em 2000, inspirado nos estados do Rio de Janeiro e do Amapá, que já haviam concedido o benefício. Iniciou sem expressão e reunia poucos estudantes. Em 2001, foi encaminhado à Câmara Municipal um pedido com mais de 20 mil assinaturas que reivindicavam um projeto pelo passe livre estudantil.
No ano passado o Movimento conseguiu evitar um aumento de 15,6% nas passagens do transporte coletivo. Além da Revolta da Catraca, em que os estudantes pularam as roletas e entraram de graça nos ônibus, os manifestantes fecharam grande parte das ruas do Centro que dão acesso à ponte, interditaram o terminal e usaram megafones e carros de som para protestar. Os estudantes também entraram em conflito com a polícia várias vezes – o curta-metragem exibido ontem começa com essas cenas.
O Movimento Passe Livre Brasil também foi tema das palestras, que enfatizaram a importância de se unir as varias manifestações isoladas que surgiram no país. Durante a Semana Nacional pelo Passe Livre – que começou ontem e vai até dia 31 – movimentos de todo o Brasil vão realizar passeatas para retomar a luta; para outubro desse ano está previsto um dia de paralisação simultânea em todo o país.
entregue em Mar.31st.2005
Na conversa que veio depois, Marcelo Pommar, um dos principais líderes do Movimento em Florianópolis, falou com os estudantes sobre as expectativas para este ano e convidou os presentes para participar da manifestação de amanhã, às 16h, com concentração nas escadarias da Catedral. Segundo Marcelo, a Campanha de 2005 é extremamente importante para que a lei seja efetivamente implantada. ”Agora que a lei existe, temos que garantir que seja cumprida”, afirmou.
Na palestra de relançamento da Campanha, Marcelo ponderou com os estudantes sobre a possível tentativa da Prefeitura de “fracionar” o Movimento, e afirmou que isso não vai desanimar os manifestantes. (Há duas semanas atrás, o Prefeito Dário Berger baixou a portaria 1405, pela qual os estudantes de escolas publicas municipais que morem a mais de dois quilômetros da escola e tenham renda inferior a R$780 têm direito ao passe livre). Marcelo também afirmou que o Prefeito tem um jeito diferente de governar da ex-prefeita, e que por isso a Campanha terá algumas mudanças.
A Lei No. 1.137/04, de seis de dezembro de 2004, regulamenta o passe livre estudantil e prevê a implantação deste para o ano de 2006 – decisão que não agrada aos manifestantes. A lei foi aprovada após uma série de manifestações que entraram para a historia da cidade – entre elas, a do dia em que os estudantes fecharam completamente as duas pontes que fazem a ligação Ilha-Continente, e protestaram por mais de uma hora. Em Florianópolis, o Movimento começou em 2000, inspirado nos estados do Rio de Janeiro e do Amapá, que já haviam concedido o benefício. Iniciou sem expressão e reunia poucos estudantes. Em 2001, foi encaminhado à Câmara Municipal um pedido com mais de 20 mil assinaturas que reivindicavam um projeto pelo passe livre estudantil.
No ano passado o Movimento conseguiu evitar um aumento de 15,6% nas passagens do transporte coletivo. Além da Revolta da Catraca, em que os estudantes pularam as roletas e entraram de graça nos ônibus, os manifestantes fecharam grande parte das ruas do Centro que dão acesso à ponte, interditaram o terminal e usaram megafones e carros de som para protestar. Os estudantes também entraram em conflito com a polícia várias vezes – o curta-metragem exibido ontem começa com essas cenas.
O Movimento Passe Livre Brasil também foi tema das palestras, que enfatizaram a importância de se unir as varias manifestações isoladas que surgiram no país. Durante a Semana Nacional pelo Passe Livre – que começou ontem e vai até dia 31 – movimentos de todo o Brasil vão realizar passeatas para retomar a luta; para outubro desse ano está previsto um dia de paralisação simultânea em todo o país.
entregue em Mar.31st.2005


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