Senadinho: a tradição vai mesmo morrer?
Tombado como patrimônio imaterial há quase um mês, o Ponto Chic continua fechado. Também conhecido como Senadinho, o tradicional café de Florianópolis fechou em setembro, após mais de 50 anos de história. “O Senadinho já era; isso aqui é terra do que já teve”, lamenta Aldo Rabelo, aposentado e cliente do lugar. Os freqüentadores reclamam também que o bar já não era mais o mesmo, e que o último dono priorizara o chope ao invés do café, que ficava num “cantinho do balcão”.
Desde 1950 a esquina das ruas Trajano e Felipe Schmidt, onde fica o Ponto Chic, é um ponto de encontro das pessoas, que se reuniam para conversar e tomar café. “A gente saía da repartição – que tinha café – pra vir tomar café aqui”, relembra o aposentado Laerte Vieria, de 65 anos. “Agora é no Bob’s que as pessoas se encontram”, completa, reclamando que o local é tradicionalmente um ponto de café. Ele acredita também que, mesmo sendo um espaço privado, o dono do bar tem de dar um retorno à sociedade, pois do contrário o próprio povo acaba deixando de freqüentar. “Mudaram a maneira de ser, sofisticaram muito”, acrescenta.
Após o fechamento do café, o ponto foi alugado para uma empresa paulista, que pretendia abrir uma financeira no local, mas a SUSP (Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos) embargou a obra sob a alegação de que esta não havia sido autorizada pela Prefeitura. Além disso, uma lei municipal desabilita a instalação de empresas financeiras (entre outras) na região do Senadinho. Depois do embargo da obra, os “senadores” organizaram o movimento SOS Ponto Chic, que elaborou um abaixo assinado – com mais de 600 assinaturas, incluindo as da prefeita Angela Amin e do ex-governador Esperidião Amin – pedindo que se mantivesse a tradicional esquina como um ponto de café. Em resposta, a prefeita assinou um decreto tombando o Senadinho como patrimônio imaterial, o que no caso do Ponto Chic significa que podem ser instalados no local estabelecimentos cujo principal produto seja o café. Apesar disso, o local continua fechado e aparentemente sem perspectivas de reabertura. O proprietário do ponto, Nagib Nassad, não foi encontrado para falar sobre o assunto.
entregue em Nov.17th.2004
Desde 1950 a esquina das ruas Trajano e Felipe Schmidt, onde fica o Ponto Chic, é um ponto de encontro das pessoas, que se reuniam para conversar e tomar café. “A gente saía da repartição – que tinha café – pra vir tomar café aqui”, relembra o aposentado Laerte Vieria, de 65 anos. “Agora é no Bob’s que as pessoas se encontram”, completa, reclamando que o local é tradicionalmente um ponto de café. Ele acredita também que, mesmo sendo um espaço privado, o dono do bar tem de dar um retorno à sociedade, pois do contrário o próprio povo acaba deixando de freqüentar. “Mudaram a maneira de ser, sofisticaram muito”, acrescenta.
Após o fechamento do café, o ponto foi alugado para uma empresa paulista, que pretendia abrir uma financeira no local, mas a SUSP (Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos) embargou a obra sob a alegação de que esta não havia sido autorizada pela Prefeitura. Além disso, uma lei municipal desabilita a instalação de empresas financeiras (entre outras) na região do Senadinho. Depois do embargo da obra, os “senadores” organizaram o movimento SOS Ponto Chic, que elaborou um abaixo assinado – com mais de 600 assinaturas, incluindo as da prefeita Angela Amin e do ex-governador Esperidião Amin – pedindo que se mantivesse a tradicional esquina como um ponto de café. Em resposta, a prefeita assinou um decreto tombando o Senadinho como patrimônio imaterial, o que no caso do Ponto Chic significa que podem ser instalados no local estabelecimentos cujo principal produto seja o café. Apesar disso, o local continua fechado e aparentemente sem perspectivas de reabertura. O proprietário do ponto, Nagib Nassad, não foi encontrado para falar sobre o assunto.
entregue em Nov.17th.2004


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