Wednesday, October 13, 2004

Breve biografia de Eddie Adams

Nascido a 12 de junho de 1933, na cidade de New Kensington, Pennsylvania, o fotógrafo estadunidense Eddie Adams teve seu primeiro contato com fotografia ainda na escola, durante o segundo grau, quando participou de edições do jornal do colégio. Como profissional, algum tempo depois, começou cobrando 20US$ para fotografar casamentos e outras ocasiões, e, enquanto servia na Marinha, registrou momentos da Guerra da Coréia.
Não demorou muito para que seu talento aflorasse e fosse reconhecido: em 1962, Adams foi contratado pela Associated Press, de onde saiu em 1972, voltando em 1976 e permanecendo até 1980. As revistas Time, Life, Parade e outras publicações também editaram vários trabalhos do fotógrafo estadunidense – que, apesar de cobrir várias áreas, como política, eventos sociais, e inclusive do mundo da moda, se destacou por suas fotos de guerra: ao todo foram 13 conflitos registrados por suas lentes.
E foi uma dessas fotos de guerra que, em 1969, rendeu a Adams o Prêmio Pulitzer: a imagem [ao lado] era de um militar estadunidense (Nguyen Ngoc Loan) disparando uma arma contra um prisioneiro vietnamita, e estampou a capa de vários jornais do mundo todo, chocando a população – principalmente a dos Estados Unidos, que começou a pressionar o governo pelo fim da guerra. Polêmica, a foto marcou Loan em sua volta pra casa, e anos mais tarde Adams esclareceria: o vietnamita havia matado um amigo do militar, junto com a esposa e os seis filhos daquele. “Eu estava ganhando dinheiro por mostrar um homem matando outro. Duas vidas haviam sido destruídas e eu estava sendo pago por isso. Eu era um herói”, declarou o fotógrafo, desgostoso, algum tempo depois de ganhar o prêmio.
Adams se orgulhava mesmo era de uma série de fotos, tiradas em 1977, de um grupo de imigrantes do Vietnã, em um barco, após o fim da guerra, tentando refúgio nos Estados Unidos: as fotos ajudaram na decisão de conceder o refúgio aos vietnamitas. “Teria sido melhor eu ganhar o Pulitzer por algo assim. Isso fez algum bem e ninguém saiu ferido”, declarou Adams, que além desse, acumulou outros prêmios durante sua carreira, como o Robert Capa Award e, por três vezes, o George Polk Memorial Award. Dos retratos que tirou de personalidades, destacam-se o do ex-presidente estadunidense Richard Nixon, do Papa João Paulo II, de Deng Xiao Ping, Anwar Sadat, Fidel Castro e Mikhail Gorbachev.
Em 1988, o fotógrafo estadunidense criou o Eddie Adams Workshop “Barnstorm”, uma maratona de quatro dias realizada anualmente em outubro, onde profissionais e novatos – selecionados previamente – têm a oportunidade de participar de palestras e atividades práticas, trocar experiências e aprender mais sobre a arte da fotografia.
O último projeto de Adams foi um vídeo que tinha como objetivo ajudar – durante um evento beneficente – na arrecadação de fundos para a Associação da Distrofia Muscular, doença que, ironicamente, foi diagnosticada no fotógrafo em maio desse ano. Vítima da síndrome, Eddie Adams, morreu em 19 de setembro de 2004, aos 71 anos.

Ref. Bibliográficas - Sep.27th.2004
http://abcnews.go.com/wire/US/ap20040919_686.html http://www.guardian.co.uk/arts/news/obituary/0,12723,1309851,00.html
http://www.washingtonpost.com/ac2/wp-dyn/A33900-2004Sep19?language=printer

entregue em Oct.7th.2004

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