Proprietária do Bar do Básico apresentará defesa para Vigilância Sanitária
O bar do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) foi fechado esta manhã por técnicos da Vigilância Sanitária, que alegaram falta de higiene na área de manipulação de alimentos. Os proprietários garantem que as medidas solicitadas serão atendidas.
Segundo a fiscal da Vigilância Sanitária, Mariland Vieira, ao contrário do que foi divulgado esta manhã pelo Unaberta, a inspeção não ocorreu devido a uma denúncia. "Quando a empresa pede renovação do alvará sanitário o estabelecimento passa por uma inspeção. Isso é praxe e foi o que aconteceu no caso do Bar do Básico", esclarece.
O procedimento padrão quando a Vigilância constata irregularidade consta de três autos: o auto de intimação solicita a adequação do estabelecimento às normas sanitárias; o auto de interdição, que é medida cautelar, fecha o estabelecimento até que as condições do espaço estejam de acordo com as normas; e o auto de infração, que relata as irregularidades encontradas no estabelecimento.
"Depois de assinado o auto de infração, a empresa tem 15 dias para apresentar defesa por escrito", explica Mariland. A defesa e o relatório dos fiscais que fizeram a inspeção no local são encaminhados para a assessoria jurídica da Vigilância, que julga o caso e determina qual será a penalidade. "A punição pode variar de advertência escrita e multa até a interdição definitiva, depende da reincidência específica, ou seja, de quantas vezes o estabelecimento cometeu as mesmas infrações".
A fiscal lembra ainda que o decreto municipal número 2064/03 exige que os trabalhadores que lidam com alimentos recebam treinamento especializado em empresas credenciadas pela Vigilância Sanitária.
Júlio Jakubiak, filho da proprietária do Bar do Básico e que tem a concessão do bar do Centro de Ciências da Saúde (CCS), diz que alguns dos funcionários da lanchonete do CCE não tinham o treinamento de manuseio de alimentos, mas alega que os referidos trabalhadores estavam em período de experiência. "Alguns funcionários ficam só uma semana e depois vão embora, por isso esperamos a efetivação para matricula-los no curso".
Segundo Jukiubiak, a falta de higiene indicada no auto de infração se refere a não adequação do espaço a algumas normas da Vigilância Sanitária. "Existe uma pia de azulejos que usamos para lavar as panelas maiores e que não é mais permitida porque o rejunte pode acumular microorganismos. Essa pia deve ser substituída por uma cuba de aço inox", aponta.
Sobre os insetos, ele afirma que o estabelecimento tem o atestado de dedetização. Segundo Jukiubiak, se por ventura há insetos no local, é por causa da vala que corre atrás da lanchonete. "Vamos exigir da UFSC que faça uma dedetização naquela área, pois não adianta a gente fazer e os insetos continuarem vindo de fora". Ele diz ainda que a proprietária do Bar do Básico, Niuza Jakubiak, foi esta tarde à Vigilância Sanitária para saber o que é necessário ajustar para a reabertura do local.
O diretor de Assuntos Estudantis da UFSC, Eugênio Luiz Gonçalves, explica que o contrato de concessão dos bares e lanchonetes da universidade não prevê uma ação no caso dos espaços serem interditados pela Vigilância Sanitária. Segundo Gonçalves, já está em estudo uma forma legal de tomar providências nessas situações. Ele informa que o contrato é renovado anualmente, e por no máximo cinco anos. "O Bar do Básico é um caso especial, em que a renovação do contrato é a cada 20 meses", completa.
publicado em May.23th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11908
Segundo a fiscal da Vigilância Sanitária, Mariland Vieira, ao contrário do que foi divulgado esta manhã pelo Unaberta, a inspeção não ocorreu devido a uma denúncia. "Quando a empresa pede renovação do alvará sanitário o estabelecimento passa por uma inspeção. Isso é praxe e foi o que aconteceu no caso do Bar do Básico", esclarece. O procedimento padrão quando a Vigilância constata irregularidade consta de três autos: o auto de intimação solicita a adequação do estabelecimento às normas sanitárias; o auto de interdição, que é medida cautelar, fecha o estabelecimento até que as condições do espaço estejam de acordo com as normas; e o auto de infração, que relata as irregularidades encontradas no estabelecimento.
"Depois de assinado o auto de infração, a empresa tem 15 dias para apresentar defesa por escrito", explica Mariland. A defesa e o relatório dos fiscais que fizeram a inspeção no local são encaminhados para a assessoria jurídica da Vigilância, que julga o caso e determina qual será a penalidade. "A punição pode variar de advertência escrita e multa até a interdição definitiva, depende da reincidência específica, ou seja, de quantas vezes o estabelecimento cometeu as mesmas infrações".
A fiscal lembra ainda que o decreto municipal número 2064/03 exige que os trabalhadores que lidam com alimentos recebam treinamento especializado em empresas credenciadas pela Vigilância Sanitária.
Júlio Jakubiak, filho da proprietária do Bar do Básico e que tem a concessão do bar do Centro de Ciências da Saúde (CCS), diz que alguns dos funcionários da lanchonete do CCE não tinham o treinamento de manuseio de alimentos, mas alega que os referidos trabalhadores estavam em período de experiência. "Alguns funcionários ficam só uma semana e depois vão embora, por isso esperamos a efetivação para matricula-los no curso".
Segundo Jukiubiak, a falta de higiene indicada no auto de infração se refere a não adequação do espaço a algumas normas da Vigilância Sanitária. "Existe uma pia de azulejos que usamos para lavar as panelas maiores e que não é mais permitida porque o rejunte pode acumular microorganismos. Essa pia deve ser substituída por uma cuba de aço inox", aponta.
Sobre os insetos, ele afirma que o estabelecimento tem o atestado de dedetização. Segundo Jukiubiak, se por ventura há insetos no local, é por causa da vala que corre atrás da lanchonete. "Vamos exigir da UFSC que faça uma dedetização naquela área, pois não adianta a gente fazer e os insetos continuarem vindo de fora". Ele diz ainda que a proprietária do Bar do Básico, Niuza Jakubiak, foi esta tarde à Vigilância Sanitária para saber o que é necessário ajustar para a reabertura do local.
O diretor de Assuntos Estudantis da UFSC, Eugênio Luiz Gonçalves, explica que o contrato de concessão dos bares e lanchonetes da universidade não prevê uma ação no caso dos espaços serem interditados pela Vigilância Sanitária. Segundo Gonçalves, já está em estudo uma forma legal de tomar providências nessas situações. Ele informa que o contrato é renovado anualmente, e por no máximo cinco anos. "O Bar do Básico é um caso especial, em que a renovação do contrato é a cada 20 meses", completa.
publicado em May.23th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11908

