Saturday, September 24, 2005

Segurança é reforçada na Festa da Laranja

Mais de 50 policiais militares trabalham na segurança da Festa da Laranja, que acontece desde sexta-feira, 20, na praça Santos Dummont, em frente à Igreja da Santíssima Trindade. A Polícia civil e Segurança da UFSC também atuam com reforços.

Segundo o comandante da Academia da Polícia Militar da Trindade, major José Aroldo Schlichting, há um total de 250 cadetes do Centro de Ensino da PM fazendo a segurança da festa. "Nos fins de semana, nos horários de maior movimento, há cerca de 50 policiais militares trabalhando no local". Ele explica que, nos períodos de menos movimento, o efetivo é menor.

O diretor da Divisão de Segurança Física da USC, Leandro Luiz de Oliveira, diz há mais de 10 seguranças, com três viaturas e duas motocicletas, fazendo o policiamento do campus. Segundo ele, desde sexta-feira, não houve aumento do número de ocorrências na UFSC. Oliveira informa que, durante a festa, a PM tem autorização para atuar no campus, caso seja necessário.

A polícia civil também atua da Festa da Laranja. Segundo a delegada Lúcia Stefanovich, da 5ª Delegacia de Polícia (Trindade), uma unidade móvel de Balneário Camboriú com dois policiais está auxiliando no policiamento. Além desses, há mais um policial da 5ª DP e outros dois da Central de Polícia.

O responsável pela segurança no comitê de organização da Festa, capitão Edésio da Silva, afirma que a festa está sendo realizada com tranqüilidade e com poucas ocorrências. Apesar de não saber precisar o número, Silva diz que a maioria delas se refere a embriagues e porte de drogas ilegais.

publicado em May.24th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/noticias/11927

Sunday, July 03, 2005

Proprietária do Bar do Básico apresentará defesa para Vigilância Sanitária

O bar do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) foi fechado esta manhã por técnicos da Vigilância Sanitária, que alegaram falta de higiene na área de manipulação de alimentos. Os proprietários garantem que as medidas solicitadas serão atendidas.
Segundo a fiscal da Vigilância Sanitária, Mariland Vieira, ao contrário do que foi divulgado esta manhã pelo Unaberta, a inspeção não ocorreu devido a uma denúncia. "Quando a empresa pede renovação do alvará sanitário o estabelecimento passa por uma inspeção. Isso é praxe e foi o que aconteceu no caso do Bar do Básico", esclarece.
O procedimento padrão quando a Vigilância constata irregularidade consta de três autos: o auto de intimação solicita a adequação do estabelecimento às normas sanitárias; o auto de interdição, que é medida cautelar, fecha o estabelecimento até que as condições do espaço estejam de acordo com as normas; e o auto de infração, que relata as irregularidades encontradas no estabelecimento.
"Depois de assinado o auto de infração, a empresa tem 15 dias para apresentar defesa por escrito", explica Mariland. A defesa e o relatório dos fiscais que fizeram a inspeção no local são encaminhados para a assessoria jurídica da Vigilância, que julga o caso e determina qual será a penalidade. "A punição pode variar de advertência escrita e multa até a interdição definitiva, depende da reincidência específica, ou seja, de quantas vezes o estabelecimento cometeu as mesmas infrações".
A fiscal lembra ainda que o decreto municipal número 2064/03 exige que os trabalhadores que lidam com alimentos recebam treinamento especializado em empresas credenciadas pela Vigilância Sanitária.
Júlio Jakubiak, filho da proprietária do Bar do Básico e que tem a concessão do bar do Centro de Ciências da Saúde (CCS), diz que alguns dos funcionários da lanchonete do CCE não tinham o treinamento de manuseio de alimentos, mas alega que os referidos trabalhadores estavam em período de experiência. "Alguns funcionários ficam só uma semana e depois vão embora, por isso esperamos a efetivação para matricula-los no curso".
Segundo Jukiubiak, a falta de higiene indicada no auto de infração se refere a não adequação do espaço a algumas normas da Vigilância Sanitária. "Existe uma pia de azulejos que usamos para lavar as panelas maiores e que não é mais permitida porque o rejunte pode acumular microorganismos. Essa pia deve ser substituída por uma cuba de aço inox", aponta.
Sobre os insetos, ele afirma que o estabelecimento tem o atestado de dedetização. Segundo Jukiubiak, se por ventura há insetos no local, é por causa da vala que corre atrás da lanchonete. "Vamos exigir da UFSC que faça uma dedetização naquela área, pois não adianta a gente fazer e os insetos continuarem vindo de fora". Ele diz ainda que a proprietária do Bar do Básico, Niuza Jakubiak, foi esta tarde à Vigilância Sanitária para saber o que é necessário ajustar para a reabertura do local.
O diretor de Assuntos Estudantis da UFSC, Eugênio Luiz Gonçalves, explica que o contrato de concessão dos bares e lanchonetes da universidade não prevê uma ação no caso dos espaços serem interditados pela Vigilância Sanitária. Segundo Gonçalves, já está em estudo uma forma legal de tomar providências nessas situações. Ele informa que o contrato é renovado anualmente, e por no máximo cinco anos. "O Bar do Básico é um caso especial, em que a renovação do contrato é a cada 20 meses", completa.

publicado em May.23th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11908

UFSC participa de encontro de pró-reitores

O Fórum de Pró-reitores de Ensino de Graduação começou neste domingo, 22, em Jurerê, Norte da Ilha. A décima oitava edição do evento é promovida pela Udesc e vai tratar de temas como educação à distância e reforma universitária.
O Fórum, que vai até quarta-feira, 25, reúne 350 participantes, entre pró-reitores, professores, pesquisadores e técnicos de universidades de todo o país, dos setores público e privado. Segundo os organizadores, este é o recorde de participação da história do evento. O encontro acontece no hotel Beach Village, em Jurerê Internacional, e faz parte das comemorações de 40 anos da Universidade de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (Udesc).
Os principais temas do evento são os impactos institucionais da reforma universitária e os pontos polêmicos do anteprojeto apresentado pelo Ministério da Educação. As avaliações institucionais (Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior - Sinaes, e Exame Nacional do Ensino Superior - Enade), o ensino a distância e as políticas de inclusão sociais de entrada e permanência na universidade também serão discutidos.
Segundo uma das organizadoras do fórum, a pró-reitora de ensino de graduação da Udesc, Sandra Makowiecky, após as discussões será elaborada a "Carta de Florianópolis", com os resultados dos debates, que será enviada às instituições de ensino superior, ao MEC, ao Inep, aos conselhos de educação e demais órgãos ligados à área de ensino de graduação.
Sandra explica que as discussões serão em grupos de acordo com a natureza jurídica das instituições - públicas federais, públicas estaduais, públicas municipais, privadas, comunitárias e confessionais. "Cada natureza se posiciona a respeito dos temas para elaborar a carta", aponta.
Para a abertura do fórum no domingo, estava prevista a participação do secretário de Ensino Superior do MEC, Nelson Maculan, que não pode comparecer por estar participando de um fórum de extensão no Maranhão. Da mesma Secretaria, a professora Iguatemi Lucena Martins veio representar Maculan.
O fórum prevê ainda a participação do diretor do Departamento de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Mário Pederneira; do presidente da Comissão Nacional de Avaliação de Educação Superior, Hélgio Trindade, representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), especialistas em educação superior e representantes do setor de Santa Catarina.
A Univesidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Associação Catarinense de Fundações Educacionais (Acafe), a Associação de Mantenedoras Particulares de Educação Superior de Santa Catarina (Ampesc) e a Fundação de Apoio a Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc) também participaram da organização do encontro.

publicado em May.23th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11906

Diretor do CED avalia projeto do MEC para o ensino fundamental

"Uma resposta às demandas sociais". É assim que o professor Carlos Alberto Marques, diretor do Centro de Ciências da Educação (CED) da UFSC, define a proposta de lei que amplia de oito para nove anos a duração do Ensino Fundamental.
O professor considera que o projeto é oportuno, e diz que no período histórico em que vivemos, "os sistemas de informação, os meios de comunicação e os sistemas sociais que interagem com as pessoas já desde a primeira infância, fazem com que haja um processo intenso de envolvimento da criança com o mundo social, ou seja, a socialização ocorre bastante cedo".
Marques destaca a importância da escola no processo de convívio social, uma vez que foram estendidos às instituições de ensino papéis complementares à escolarização, como as demandas por saúde, segurança e assistência psicológica. Ele lembra que no Rio Grande do Sul as crianças já ficam um ano a mais na escola, e acredita que o projeto do Ministério da Educação leva em conta experiências como essa.
Quanto às mudanças no conteúdo ministrado, caso aumente a duração do ensino fundamental, o professor diz que é preciso estudar com mais detalhes a proposta do governo.
Apesar de considerar válida a iniciativa do MEC, Marques pondera que o problema da educação no Brasil não é a quantidade de tempo que o aluno fica na escola, e sim a qualidade do ensino. "Aumentar o tempo de permanência aumentando também a qualidade dos processos educativos pode ser bom para a criança e é bom para a sociedade".
O professor lembra que a lei que obriga a matrícula de crianças a partir de seis anos de idade no ensino fundamental já foi sancionada. A nova proposta do MEC, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional e pelo Senado, trata de aumentar para nove anos a duração do ensino fundamental.

publicado em May.23th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11905

Thursday, May 19, 2005

Professor de Física lança livro sobre eletromagnetismo

"Não dá pra imaginar a sociedade de hoje sem eletricidade e sem magnetismo", destaca o professor da UFSC Frederico Firmo de Souza Cruz, sobre seu livro "Luz sobre os Campos - a história de Faraday e Maxwell".
A obra é do gênero de ficção, mas conta a história real de como Faraday e Maxwell conseguiram associar eletricidade e magnetismo, que na época eram considerados campos distintos. "É uma história dentro de outra história", brinca o autor.
Cruz explica que o livro foi escrito em forma de ficção para "fazer um diálogo entre o professor e os leigos", já que a publicação não se destina aos profissionais da área. "Esse conhecimento deve fazer parte da cultura de todos, e não ser restrito apenas à comunidade científica".
A ação se passa numa cidade do interior, onde Philadelpho, "um sábio professor", começa a explicar aos seus curiosos alunos como foi o processo de evolução das pesquisas dos dois cientistas.
"Luz sobre os Campos" tem de 236 páginas e faz parte da coleção "Imortais da Ciência", da Editora Odysseus. O lançamento estava previsto para ocorrer durante a Semana da Física - que termina nesta quinta, no Centro de Convivência. Devido a imprevistos, o lançamento foi adiado e deve acontecer nos próximos 15 dias, mas ainda não tem data marcada - também por isso, o livro ainda não está à venda.

publicado em May.19th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11883

Servidores públicos federais fazem passeata no centro de Florianópolis

A manifestação fez parte das atividades previstas para esta quarta-feira, Dia Nacional de Paralisação dos SPFs. Os trabalhadores protestaram contra o reajuste salarial de 0,1% anunciado pelo Governo Federal.
Os servidores começaram a se reunir, por volta das 14 horas, em frente ao prédio da Superintendência do INSS, na praça Pereira Oliveira, no centro. Os SPFs reivindicam um aumento emergencial de 18%, referente às perdas ocorridas no governo Lula, e a incorporação das gratificações. Além disso, querem discutir o Plano de Carreira e uma forma de repor as outras perdas não incluídas nos 18%.
A passeata começou às 16 horas, mas a chuva prejudicou a movimentação. Segundo a coordenação do ato e estimativa da Polícia Militar, mais de 500 servidores compareceram ao protesto. Vestindo camisetas vermelhas com a inscrição "0,1% é provocação", os trabalhadores contornaram a praça ao lado do TAC e a praça XV de Novembro, parando em frente à Catedral Metropolitana de Florianópolis para encerrar a manifestação.
Segundo Sebastião Lamir, do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Serviço Público Federal (Sindprevs), "cerca de 90% dos SPFs da Saúde e da Previdência pararam hoje". Dos 62 locais de trabalho da categoria, apenas quatro mantiveram o funcionamento nesta quarta-feira.
Elaine Tavares, do Sindicato dos Trabalhadores da UFSC (Sintufsc), também avalia que cerca de 90% dos técnico-administrativos aderiram à paralisação na Universidade, número que não inclui os servidores do HU, que não parou.
A Polícia Militar e a Guarda Municipal acompanharam a passeata e controlaram o trânsito, bloqueando as ruas enquanto os manifestantes passavam. Três policiais militares à pé e um motoqueiro, e outros quatro guardas municipais, à pé e com duas viaturas, atuaram na operação.
A concentração em frente à Catedral encerrou o ato, por volta das 16h40, com o informe de uma assembléia na próxima terça-feira, 24 de maio, da Coordenação Estadual das Entidades do Serviço Público Federal. A reunião será às 9h (ainda sem local definido) e vai avaliar a manifestação desta quarta, além de definir os próximos encaminhamentos da campanha salarial 2005.
Participaram da manifestação, além do Sindiprevs e do Sintufsc, os sindicatos dos Professores da UFSC (Apufsc), dos técnicos do IBGE (Assibge), dos servidores da educação básica e fundamental (Sinasefe), dos trabalhadores do poder judiciário em Santa Catarina (Sintrajusc) e dos trabalhadores públicos federais do Estado (Sintrafesc). A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Comissão Nacional de Lutas (Conlute) também enviaram representantes à passeata.

publicado em May.18th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11875

Trabalhadores do transporte podem suspender paralisações até a próxima semana

Os empresários do transporte coletivo da Grande Florianópolis se reuniram na tarde desta terça-feira com o prefeito da Capital, Dário Berger. O encontro começou por volta das 15h e discutiu as reivindicações dos trabalhadores do setor.
Na última sexta-feira, 13, os motoristas e cobradores de ônibus realizaram uma paralisação de mais de sete horas. O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano da Grande Florianópolis (Sintraturb) alega já ter enviado uma proposta de negociação salarial e que os empresários não haviam feito uma contraproposta.
Empresários e trabalhadores afirmam que uma disputa judicial está prejudicando as negociações. No início do ano, os funcionários que operam nas linhas intermunicipais migraram para um outro sindicato e o Sintraturb passou a representar apenas as linhas municipais da Capital.
A direção do Sintraturb diz que os empresários das linhas intermunicipais se negam a negociar com a entidade e que estariam fazendo uma negociação paralela com o Sindicato dos Condutores de Veículos e Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário de Carga e de Passageiros (Sintrafopolis), que disputa na Justiça com o Sintraturb o direito de representar os trabalhadores das linhas intermunicipais.
Na última sexta-feira, a direção do Sintraturb se reuniu com o juiz Jony Carlo Poeta, da 4ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), e a paralisação só terminou quando esse se comprometeu a julgar a ação em até doze dias, prazo que encerra em 25 de maio.
Após a reunião da tarde de terça-feira, que terminou por volta das 17 horas, o prefeito de Florianópolis e os empresários do transporte coletivo foram à TRT para encontrar o juiz Poeta. Segundo Dário Berger, a Prefeitura está intermediando as negociações para evitar transtornos no serviço oferecido à população.
O juiz afirmou novamente julgar a ação até o dia 25 de maio e determinar qual dos dois sindicatos tem o direito de representação dos trabalhadores das linhas intermunicipais. Por sua vez, o prefeito conseguiu que os empresários se comprometessem a aceitar a decisão judicial, independente de recurso, e iniciar imediatamente as negociações com o sindicato devido.
Enquanto acontecia a reunião no TRT, representantes do Sintraturb aguardavam na Delegacia Regional do Trabalho. Ricardo Freitas, assessor de direção do Sindicato, descartou a possibilidade de paralisação ainda hoje, terça-feira. Diante da afirmativa do juiz e dos empresários, a direção do Sintraturb acenou com a possibilidade de suspender as paralisações até o dia 25, mas alega que a decisão final só pode ser determinada em assembléia, que deve ser realizada nos próximos dias.

publicado em May.17th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11861

Ministério da Saúde vai mapear casos de hepatite viral B e C

O Ministério da Saúde lançou, nesta segunda, uma campanha para identificar e quantificar os casos de hepatite B e C de origem viral. A campanha é nacional e pretende incentivar as pessoas a realizarem o exame de identificação da doença.
O grupo de risco é formado por transplantados e pessoas que receberam doação de sangue antes de 1993, pois até então não havia como identificar a hepatite do tipo C. Quem faz hemodiálise, é portador do vírus HIV, tem hemofilia ou fez piercings e tatuagens também fazem parte do grupo.
A hepatite é uma inflamação no fígado, causada por vírus e pode levar à morte. Os tipos B e C são os mais graves, pois evoluem rapidamente para os estados crônicos. A contaminação mais comum é por via sexual, no caso de hepatite B, e por drogas injetáveis, no caso do tipo C.
O Ministério da Saúde estima de dois a três milhões os casos de hepatite B e C, respectivamente. Em Santa Catarina, só no ano passado, foram identificados 3.114 casos da doença.
Para identificar a hepatite, é necessário fazer um exame de sangue, que mede o nível da enzima aminotraferase. As pessoas que desejarem fazer o teste devem se dirigir a uma Unidade de Saúde ou a um dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Em Santa Catarina existem quatro centros, localizados nas cidades de Florianópolis, Blumenau, Joinville e Chapecó. Na capital, o CTA fica no Centro de Saúde da avenida Rio Branco, no centro, próximo ao Shopping Entrelaços.
Na maioria das vezes a hepatite é assintomática, e nos casos em que há sintomas eles se manifestam na forma de dor na região do fígado, febre, cansaço, tontura, náuseas e vômito, além de pele e olhos amarelados.
A hepatite do tipo B tem tratamento e até mesmo vacina, incluída - desde 1994 - no calendário de vacinação infantil. Os postos de saúde fornecem a vacina gratuitamente para quem tem até de 20 anos. A hepatite do tipo C não tem vacinação.

publicado em May.16th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11846

Sunday, May 15, 2005

Termina paralisação dos ônibus da Grande Florianópolis

O transporte público de Florianópolis começa a voltar ao normal depois da paralisação de cerca de sete horas. O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Urbano (Sintraturb) como forma de pressionar a negociação salarial.
A expectativa dos órgãos de trânsito é que a situação se normalize em cerca de três horas, já que há muitos congestionamentos e um grande número de pessoas aguardando nos pontos de ônibus e nos terminais.
O fim da paralisação se deu com a confirmação de um encontro, na próxima terça-feira, 17, entre os trabalhadores, as nove empresas de transporte coletivo da Grande Florianópolis, o prefeito Dário Berger, representantes do Ministério Público e do Tribunal Regional do Trabalho.
Na reunião deve ser elaborada uma proposta que responda às reivindicações de motoristas e cobradores, que defendem um aumento salarial real de 5%, reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), redução da jornada de trabalho e plano de saúde. Se a proposta não for elaborada, o Sindicato ameaça iniciar uma greve por tempo indeterminado.
Segundo o secretário municipal de Transportes e Terminais, Norberto Stroisch Filho, o reajuste pelo INPC está garantido.
Cerca de 500 ônibus ficaram parados por causa da manifestação que começou por volta das 8h20 desta sexta-feira, do lado de fora do Terminal de Integração do Centro. Além do Ticen, os trabalhadores também fecharam os outros terminais da Ilha.

escrita por Natália Viana, com informações de Déborah Salves
publicado em May.13th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11832

Empresários se negam a negociar na rua com trabalhadores do transporte

O Setuf, sindicato que representa as empresas de transporte público em Florianópolis, diz que não vai para a rua negociar com os trabalhadores. Desde as 8h20 desta sexta, os terminais de ônibus estão fechados em toda a Grande Florianópolis.
O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano da Grande Florianópolis (Sintraturb) afirma que o trabalho só será retomado quando a classe patronal resolver negociar o aumento salarial. Os trabalhadores reivindicam reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 5%.
Já o Sindicato das Empresas do Transporte Urbano de Passageiros de Florianópolis (Setuf) diz que em momento algum a negociação salarial foi interrompida, mas só discute a questão na Delegacia Regional do Trabalho, escolhida como mediadora entre os dois sindicatos. O presidente do Setuf, Valdir Gomes, afirma que não vai para rua fazer negociação coletiva com os grevistas.
No meio da discussão, muitas pessoas estão sentadas no Terminal Integrado do Centro (Ticen) esperando uma solução. As empresas de transporte acionaram a Justiça questionando a legalidade da greve, já que se trata de um serviço considerado essencial para a sociedade.
O trânsito flui normalmente e a Polícia Militar faz a segurança no Centro, principalmente nas proximidades do Ticen. Por enquanto, não há previsão para a volta ao trabalho de motoristas e cobradores.

escrita por Gisiela Klein, com informações de Déborah Salves
publicada em May.13th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11830

Thursday, May 12, 2005

Professores da UFSC aprovam paralisação do dia 18

Na assembléia desta quinta, os professores definiram uma série de atividades para o dia, discutiram a campanha salarial de 2005 e a campanha "URP para todos". Também foram eleitos os delegados que representarão a Apufsc na plenária nacional do dia 22.
A Assembléia Geral Ordinária da Associação dos Professores da UFSC (Apufsc) foi realizada no auditório do Centro de Convivência na tarde desta terça-feira. O livro de presença foi assinado por 32 professores, entre eles alguns aposentados.
A paralisação do dia 18 foi aprovada por unanimidade com apenas uma abstenção. A manifestação foi definida na última plenária dos servidores públicos federais, no dia 24 de abril, como protesto ao reajuste salarial de 0,1% anunciado pelo governo.
Para a próxima quarta-feira, dia da mobilização, foi deliberada outra assembléia de professores, que discutirá o indicativo de greve dos servidores públicos federais para 2 de junho e a campanha "URP para todos". A Apufsc convidará, além dos professores, o reitor da UFSC, Lúcio Botelho, e parlamentares. A assembléia foi marcada para o período da manhã, a partir das 8h30, mas não foi decidido o local.
À tarde, os professores da UFSC reúnem-se com outros servidores públicos federais (SPF), na praça Pereira Oliveira (ao lado do TAC), no centro. A concentração será das 14h às 15h30, hora prevista para começar a passeata dos SPFs. Os manifestantes também portarão cartazes com mensagens contra a reforma universitária e a reforma sindical.
Ainda foi sugerido pelo professor Clarilton Ribas a realização de um almoço de "comemoração e luta", que ocorreria no Restaurante Universitário. A proposta será discutida com o Sindicato dos Trabalhadores da UFSC (Sintufsc) e com o Diretório Central dos Estudantes (DCE).
Além disso, os professores presentes aprovaram por unanimidade a elaboração de um cartaz (ou painel) contra o ministro da Previdência, Romero Jucá, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Será enviada, ainda, uma carta ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com as reivindicações e os argumentos da Associação para a campanha salarial de 2005.
Também por unanimidade, foi aprovado o envio de uma carta eletrônica a todos os professores da universidade. O e-mail será um convite para a assembléia do dia 18 e uma espécie de "provocação", no sentido de estimular a participação dos docentes nas atividades promovidas pela Apufsc. A carta também pedirá sugestões de como melhorar a campanha salarial deste ano.
A campanha "URP para todos" refere-se à extensão da Unidade de Referência de Preço (URP) a todos os professores da universidade. A URP é um benefício que foi concedido em 1991 para a reposição das perdas salariais do Plano Verão (1989). Porém, os professores que ingressaram na Universidade após esse período não recebem o benefício, e logo sua remuneração é inferior a de colegas em exercício e até mesmo a de professores aposentados.
Segundo a Apufsc, a extensão da URP a todos os docentes se baseia no fato de que ela recuperou as perdas salariais da época, mas não reajustou o salário propriamente dito. Durante a assembléia desta quinta, foi proposta a não entrega das notas do semestre 2005.1 como forma de pressão, porém o tópico permaneceu apenas como um indicativo a ser deliberado na assembléia da próxima quarta.
Na eleição dos delegados que vão representar a Apufsc na próxima Plenária Nacional dos SPFs, dia 22, em Brasília, foram aprovados os nomes de Carlos Soares, Alberto Franke, Sandra Mendonça e Clarilton Ribas. A Apufsc decidirá, de acordo com a disponibilidade dos professores, quais serão os titulares e os suplentes, uma vez que a Associação pode enviar apenas dois representantes ao encontro.

publicada em May.12th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11824

Labgrad bloqueia acesso dos usuários ao Orkut

Segundo a coordenação do Laboratório, a decisão foi motivada pelo grande número de reclamações de alunos que precisavam usar os computadores para pesquisas e trabalhos acadêmicos e não encontravam máquinas livres.
O coordenador do Laboratório de Informática da Graduação (Labgrad), José Antônio Alves Duarte, acrescenta que a página do Orkut ocupa muita banda de rede e, além disso, é considerada "uma forma de bate-papo, o que é proibido pelo regulamento do Labgrad".
A decisão do bloqueio foi tomada pela Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) em conjunto com a coordenação do Laboratório. Duarte diz que os recursos públicos não devem ser usados para os fins a que se propõe o Orkut. Ele rebate os argumentos de alguns alunos de que nas comunidades da página podem ser encontradas informações de cunho acadêmico. "Esses assuntos podem ser encontrados também em sites especializados, que têm até informações mais completas".
Alguns usuários do Orkut argumentam que utilizam a página para manter contato com quem ficou na cidade natal. "Não sou daqui, e é assim que eu falo com os meus amigos", diz Paulo Vela, do curso de Engenharia Sanitária. A estudante de Nutrição Francine Gianni Campos acrescenta que há muitos computadores estragados, e diz que "se eles estivessem em uso talvez houvesse menos espera por uma máquina livre". Mas a aluna pondera que "se, mesmo com os computadores consertados, ainda houvesse fila, então acho que seria justificado bloquear a página".
Alex Carniel, estudante de Filosofia, concorda com o bloqueio. "A prioridade do laboratório não é o lazer". Além de Alex, outros alunos são a favor da medida e argumentam que, se houvesse um tempo limite para o uso dos computadores, cada usuário poderia utilizar seu tempo para visitar as páginas que lhe interessasse. Como não há controle, muitos estudantes passam horas em sites como o Orkut, enquanto outros não conseguem usar o computador para assuntos acadêmicos.
A Ouvidoria da UFSC informou que, no mês de abril e na primeira semana de maio, não recebeu qualquer reclamação de alunos quanto à utilização do Orkut (ou páginas semelhantes) no Labgrad.

publicada em May.11th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11807

A polêmica das cotas é tema de debate na UFSC

"Sistema de cotas para o Ensino Superior" é o tema da discussão com a presença da advogada Flávia Helena de Lima, a favor das cotas, e do professor Nilson Lage, contra as cotas. O debate será nesta quarta, às 20h, no auditório do Fórum da UFSC.
Flávia Helena de Lima é pesquisadora da área de Direitos Humanos e Nilson Lage é jornalista, doutor em Lingüística, pesquisador e professor do Curso de Jornalismo da UFSC. Na primeira parte do debate, cada um dos participantes terá 20 minutos para expor sua argumentação e depois o mediador, Leonardo Lago (presidente do Centro Acadêmico de Direito), fará perguntas aos palestrantes. Em seguida, o público também terá espaço para questionamentos.
Organizado pelo Centro Acadêmico XI de Fevereiro (Caxif), do Curso de Direito da UFSC, o debate faz parte do III Dialética em Ação, evento que convida palestrantes de opiniões opostas para falar sobre um assunto relevante.
O Caxif divulgou o debate em cartazes no Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) e em outros centros da UFSC. "O auditório tem 200 lugares, mas a questão não é apenas encher o lugar, e sim fazer com que as pessoas saibam um pouco mais sobre esse tema, que está tão em voga atualmente", afirma Alisson de Bom de Souza, integrante do CA.

publicada em May.11th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11808

Labidex terá novas instalações no CFM

O laboratório, voltado a estudantes e professores do Ensino Médio, mudará para outro corredor dentro do Departamento de Física do CFM ainda neste semestre. A partir de agosto, o atendimento externo será retomado.
O Laboratório de Instrumentação, Divulgação e Experimentação em Física (Labidex) dispõe de uma série de experimentos que demonstram, na prática, diversos conceitos da Física. O Laboratório costumava receber visitas de escolas, mas atualmente, devido a uma série de problemas no espaço físico, algumas atividades estão suspensas.
O professor José Pinho Alves Filho, coordenador do Labidex, diz que a mudança ainda vai demorar um pouco. "Os professores do Departamento de Química, que atualmente ocupam o futuro espaço do Laboratório, precisam desocupar as salas, e depois disso será necessário fazer adaptações na instalação elétrica."
O professor explica também que a mudança ocorrerá porque o Labidex recebeu um espaço maior e, dessa forma, vai poder disponibilizar outros experimentos para os visitantes.
Na semana que vem, durante a Semana da Física, o Laboratório atenderá os visitantes e vai expor alguns de seus instrumentos. O evento será no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, de 17 a 19 de maio, e contará também com palestras e mesas redondas.

publicada em May.10th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11790

Centro de Cultura e Eventos completa um ano nesta terça

As comemorações de aniversário serão realizadas na terça-feira, dia 10, no próprio Centro de Cultura e Eventos, a partir das 19h. Haverá apresentações de música, com Ed. Jr. e Duo-cipó, dança de salão, dança de rua e do Coral da UFSC.
O diretor do Centro de Cultura e Eventos, Luiz Roberto Barbosa, avalia o primeiro ano de funcionamento como positivo e destaca que o espaço, concebido para a realização gratuita das formaturas da Universidade, vem mantendo este propósito.
Barbosa destaca os projetos voltados à comunidade, como as aulas gratuitas de fotografia e de capoeira nas tardes de domingo, além da feira de artesanato, nos sábados, em conjunto com a Associação de Artesãos da Lagoa.
Entre os novos projetos, o diretor aponta o "Vitrine Cultural", que será lançado durante a cerimônia de aniversário do Centro. A iniciativa prevê a realização de apresentações artísticas e culturais pelo menos uma vez por mês. Os eventos serão gratuitos e o objetivo é dar oportunidade aos artistas locais e regionais para divulgar seus trabalhos. Além do Vitrine Cultural, a direção do Centro vai oferecer aulas de dança de salão e dança do ventre gratuitas à comunidade.
Inaugurado em 10 de maio de 2004, na cerimônia de posse do reitor Lúcio Botelho, o Centro de Cultura e Eventos já sediou 42 colações de grau de cursos da UFSC, e tem mais de 25 agendadas para 2005. A direção do espaço calcula que cerca de 74.600 pessoas já passaram pelo Centro, somando-se todos os eventos realizados no local.

publicada em May.10th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11795

FAÇA promove cursos e bazar beneficente

Para custear os projetos que desenvolve, a Fundação Açoriana para Controle da Aids (FAÇA) organizou um bazar. As peças, vendidas nas segundas, quartas e sextas-feiras, são produzidas em oficinas gratuitas e o material utilizado é fornecido pela FAÇA.
O bazar abriu no dia 4, na sede da Fundação, no centro de Florianópolis, e superou as expectativas dos organizadores. Quase todo o estoque foi vendido. Segundo a coordenadora da feira, Andréa Portella, os próprios alunos das oficinas compraram as peças expostas. "Para o dia das mães e para o dia dos namorados também vamos ter produtos especiais", lembra.
A idéia da FAÇA é que o bazar seja permanente e ajude a custear os projetos da Fundação, que presta assistência jurídica e psicológica aos soropositivos e também realiza palestras de prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e Aids.
Interessados em participar das oficinas podem procurar a sede da FAÇA na Rua General Bittencourt, número 302, no centro, ou ligar para o telefone (48) 3028-2307. Os cursos oferecidos são de produção de sabonetes e artigos de perfumaria, pintura em madeira, origami, patchwork e fuxicos.

editada por Gisiela Klein
publicada em May.9th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11783

Friday, May 06, 2005

Alunos da UFSC disputam campeonato de xadrez neste final de semana

As partidas serão disputadas a partir das 13 horas de sábado, na ala "A" do Restaurante Universitário. O campeonato classificará os representantes da UFSC para o 49º Jogos Universitários Catarinenses.
Os Jogos Universitários serão realizados de 12 a 15 de maio, em Joaçaba, Meio-oeste do Estado. "A princípio eram quatro vagas femininas, mas como só há uma pessoa participando nessa categoria, é provável que sejam escolhidos quatro classificados para a modalidade masculina e uma para a feminina", explica o professor de xadrez e vice-diretor do Centro de Desportos (CDS), Renato Moro.
No total, 32 estudantes se inscreveram no campeonato, sendo apenas um da Pós-graduação. Segundo Moro, cerca de 30% dos participantes são dos cursos de Engenharia, e que os alunos da Física também estão em grande número na competição.
Os primeiros colocados no campeonato da UFSC vão receber troféus, e caso a organização consiga arbitragem gratuita para os jogos, haverá também o sorteio de um prêmio surpresa.

editada por Natália Viana
publicada em May.6th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11772

Ouvidoria da UFSC ganha novo endereço

A Ouvidoria se mudou, no início deste mês, para o hall da Reitoria, onde funcionava uma agência de turismo. O novo local, ao lado do balcão de informações, é mais visível e mais acessível aos estudantes, professores, servidores e comunidade em geral.
O órgão, que existe desde 1996, atende cerca de 50 solicitações mensalmente, entre reclamações, denúncias, críticas, sugestões e elogios. A proposta da Ouvidoria é ajudar no controle de qualidade dos serviços prestados pela UFSC e tudo que é solicitado recebe resposta em até, no máximo, 72 horas.
Segundo o ouvidor Arnaldo Podestá Júnior, a maioria das reclamações é sobre relacionamentos interpessoais, problemas de professores com alunos (e vice-versa) e questões sobre disciplinas de cursos. "Só não podemos aceitar denúncias anônimas, porque é proibido por lei", explica.
As solicitações podem ser feitas pelo telefone (48) 331-9020, pelo e-mail falecom@ouvidoria.ufsc.br ou no site www.ouvidoria.ufsc.br. Existem também as caixinhas de sugestões espalhadas pelos centros e o interessado ainda pode comparecer pessoalmente no novo endereço da Ouvidoria.

publicada em May.6th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11767

Empresa Júnior de Engenharia Elétrica seleciona consultores

As vagas são para projetos de duas usinas hidrelétricas. Os candidatos devem ser preferencialmente dos cursos de Engenharia Elétrica, Engenharia Civil ou Engenharia de Produção Civil.
O diretor de consultorias da Empresa Júnior C2E, André Hallack, explica que as consultorias terão duas etapas: o estudo de viabilidade, que é a fase atual; e a parte prática, "que envolve os cálculos e projetos para a implantação das usinas".
Segundo André, a consultoria será de 15 horas semanais, com duração de cerca de três meses, e a remuneração vai depender do valor fechado no contrato. As usinas hidrelétricas são para agricultores de Biguaçu e de Águas Mornas, municípios da Grande Florianópolis.
Os candidatos do curso de Engenharia Elétrica precisam ter cursado a disciplina "Conversão A", e os da Engenharia Civil ou de Produção Civil a de "Topografia".
Os interessados em preencher as vagas de consultores devem escrever para o e-mail ahp@c2e.ufsc.br para marcar uma entrevista. O escritório da Empresa Júnior de Engenharia Elétrica fica no terceiro andar do prédio central do Centro Tecnológico (CTC).

publicada em May.5th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11759

Sindicato dos professores quer parar no dia 18 de maio

Os servidores públicos federais prometem fazer uma paralisação e manifestações em todo o Brasil no Dia Nacional de Luta, 18 de maio. A Apufsc já anunciou que vai participar do protesto.
Os servidores realizaram uma plenária nacional no dia 24 de abril, em que decidiram reivindicar um reajuste emergencial de 18% e a incorporação das gratificações, além da definição de pisos salariais para as carreiras de todas as categorias do serviço público. O documento com as reivindicações será apresentado à Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento.
A plenária também formulou o calendário de lutas que prevê a paralisação do dia 18. Segundo Sandra Mendonça, da Apufsc, a manifestação é uma forma de pressionar o governo federal - que propôs um reajuste salarial de 0,1% para os servidores -, a abrir um canal de discussão.
Sobre a greve, indicada no calendário para a primeira quinzena de junho, Sandra diz que o tema ainda será discutido nas plenárias de cada uma das categorias do serviço público. "Os representantes locais levarão as decisões para a plenária nacional e lá é que vai ser tomada a decisão final. Se a plenária decidir pela greve, a Apufsc participará do movimento", aponta.
A assembléia da Apufsc para discutir o tema ainda não tem data marcada, mas os diretores da associação se reúnem ainda esta semana e podem definir o dia da reunião. O Sindicato dos Trabalhadores da UFSC (Sintufsc) marcou a sua assembléia para terça-feira, 10 de maio, às 8h30, no auditório da Reitoria.

publicada em May.5th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11752

Psicologia faz orientação profissional via internet

O atendimento é gratuito, individual e qualquer pessoa pode se inscrever. O projeto do Laboratório de Informação e Orientação Profissional (LIOP) começou no fim de março e as inscrições ainda estão abertas.
Uma das coordenadoras do Laboratório, Edith Krawulski, conta que a idéia de fazer um atendimento online veio da dissertação de mestrado de Marcelo dos Santos, que no ano 2000 discutiu a possibilidade da consulta virtual. A primeira experiência nesse sentido foi com o projeto de orientação (online) ao vestibulando no sentido de reduzir a ansiedade, que deu certo e abriu campo ao desenvolvimento do programa de orientação profissional (OP) via internet.
Igor Issicaba, um dos bolsistas do projeto, explica que o atendimento varia de acordo com a necessidade de cada pessoa. Segundo ele, uma das grandes vantagens da orientação online é a facilidade de horários. "A pessoa não perde o tempo de pegar ônibus, por exemplo. No site tem os horários de atendimento e o interessado escolhe a hora na inscrição". Igor cita como desvantagem do atendimento virtual a dificuldade de observar certas reações do paciente.
O sistema utilizado para integrar orientador e orientando é o MSN Messenger, software de distribuição livre da Microsoft Inc. A professora Edith diz que o projeto atende atualmente cerca de 15 pessoas, e que a procura é principalmente de jovens entre 16 e 20 anos, a maioria de classe média. "Apesar disso", reforça, "qualquer pessoa pode participar da orientação". O site do LIOP para fazer inscrições é www.liop.ufsc.br.

publicada em May.4th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11742

Ritmos regionais marcam o 12:30 desta quarta-feira

Percussão, dança e apresentação de bonecos são as atrações do Grupo Arrasta Ilha, que estará na Concha Acústica, nesta quarta feira, no Projeto 12:30. O grupo mistura o Maracatu de Pernambuco com o Boi de Mamão açoriano.
A apresentação é gratuita e aberta ao público em geral. A Bernunça, típica do Boi de Mamão da Ilha, e a Maricotina, uma mistura da Maricota com a Bailarina do Maracatu, são os bonecos que vão participar da apresentação. Haverá também dois dançarinos e uma porta bandeira convidando o público a entrar no clima.
O Arrasta Ilha ensaia na UFSC há três anos e é a primeira vez que se apresenta no Projeto 12:30. Mônica Gomes, uma das integrantes do grupo, diz que a apresentação vai ser de música, baseada em percussão, com instrumentos utilizados no Maracatu. "Alguns dos instrumentos fomos nós que confeccionamos, e a maioria deles é da tradição pernambucana, como os gonguês, gonzás e os taróis", explica.
O Arrasta Ilha é uma associação cultural que pesquisa ritmos regionais e busca integrar vários folguedos populares. O grupo tem 22 integrantes, e além das apresentações musicais também faz trabalhos com a comunidade, como o projeto Ereda Ladeira, que ensina percussão a crianças.
Neste fim de semana, dias 7 e 8, o grupo promove uma oficina de percussão, no Bosque da UFSC, atrás do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), a partir das 15h. As inscrições podem ser feitas no dia ou pelos telefones 237-4493 e 9607-6982.

publicada em May.4th.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11738

Servidores da UFSC fazem panfletagem no Dia do Trabalhador

Dez mil folhetos foram entregues nesse domingo, dia 1º, na panfletagem de manifestação do Dia do Trabalhador. O Sintufsc participou do ato, que distribuiu os panfletos em frente ao Estádio Orlando Scarpelli, no bairro Estreito, em Florianópolis.
A panfletagem foi organizada pela Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), e contou com o apoio de entidades como o Sindicato dos Trabalhadores da UFSC (Sintufsc), Associação dos Professores da UFSC (Apufsc) e associações de moradores.
Segundo Elaine Tavares, integrante do Sintufsc, o ato não pretendia reunir as pessoas para fazer discursos ou aglomeração. "Queríamos marcar uma diferença em relação ao ato da CUT, porque eles não estão mais refletindo os anseios dos trabalhadores, não são mais atos de luta", explica.
A panfletagem de domingo começou às 14h, e os manifestantes distribuíram os folhetos nas entradas do Estádio Orlando Scarpelli, onde se realizou o jogo do Figueirense e Flamengo, e proximidades. A entrega dos panfletos terminou por volta das 16h30, quando começou o jogo, mas algumas pessoas continuaram a distribuição dentro do estádio.
Na tarde de sexta-feira já havia sido distribuída no Terminal Integrado do Centro (Ticen) parte dos 10 mil folhetos confeccionados pelo Sintufsc. "Os panfletos restantes foram todos entregues no domingo", diz Elaine, que estima a participação de cerca de 30 pessoas no ato.
A Associação dos Professores da UFSC (Apufsc), que ajudou a organizar e divulgar o evento, não enviou representante à manifestação.

publicada em May.2nd.2005
http://www.unaberta.ufsc.br/materia.php?id=11715

UFSC promove Dia da Cidadania

Duas mil pessoas são esperadas para o Dia da Cidadania, neste sábado. No evento haverá emissão de documentos como CPF e Carteira de Trabalho, além de palestras sobre reciclagem de lixo e Previdência Social. Controle de pressão arterial e corte de cabelo gratuitos também serão oferecidos.
O evento será no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), entre 9h e 17h. A primeira edição do Dia da Cidadania é uma parceria entre a UFSC, o Rotary Club Florianópolis Trindade e instituições civis e governamentais. O diretor do Centro, Luiz Roberto Barbosa, explica que os documentos vão ser feitos pelos órgãos responsáveis. “O nome, Dia da Cidadania, é muito apropriado, porque quem não tem documentos não é cidadão.”
Os voluntários do Serviço Social do Comércio (SESC) vão fazer a recreação infantil e falar sobre higiene bucal. Serão distribuídas escovas de dente e haverá orientação odontológica. A medição de pressão arterial, de colesterol e de diabetes também fica a cargo dos representantes do SESC. O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) fará cortes de cabelo.
Funcionários do INSS vão dar orientações sobre a Previdência Social e representes da Companhia de Melhoramento da Capital (Comcap) demonstrarão processos de reciclagem de lixo. Orientação jurídica e atividades de prevenção contra câncer também fazem parte da programação.
O Dia da Cidadania comemora os 100 anos do Rotary International e os 25 anos de Hospital Universitário (HU), além dos aniversários da UFSC e do Rotary Club Florianópolis Trindade.

entregue em May.9th.2005

CDL acredita que aumento do salário mínimo não aumenta poder aquisitivo

A CDL não acredita que o aumento do salário mínimo vá se refletir no crescimento de vendas do comércio. Afonso dos Santos, diretor de Assuntos Políticos da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis, afirmou que o reajuste não aumenta o poder de compra do trabalhador.
O novo mínimo de R$300 entrou em vigor no dia 1º de maio e foi corrigido em 15,4%. O aumento real, porém, foi de apenas 8,8%, levando-se em consideração o Índice Nacional de Preços ao consumidos (INPC). Segundo Santos, o aumento real é "anulado" se comparados os crescimentos do salário mínimo e do Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiros nos últimos anos. "O PIB cresceu muito mais que o salário, ou seja, o trabalhador não tem aumento do poder de compra, ele só recupera o que perdeu no ano passado."
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos, Dieese, divulgou na semana passada os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada em 2004. O estudo mostra que, em Santa Catarina, mais de 370 mil trabalhadores ganham até um salário mínimo, o que corresponde a 12,6% dos quase três
milhões de ocupados do estado; no Brasil, esse número cresce para 22 milhões de pessoas, 31,9% do total. Se considerados os trabalhadores que recebem até dois salários mínimos, a fatia aumenta para 41,2% dos ocupados catarinenses, somando 1,2 milhões de pessoas.
O mesmo estudo do Dieese calcula em R$13,3 milhões o valor a mais que passa a circular em todo o país devido ao reajuste salarial. A supermercadista Xxxxxxxx Yyyyyyy acredita que as vendas devem crescer já a partir de maio: "as pessoas já começam a comprar porque sabem que vão receber mais no fim do mês". A expectativa da comerciante é de que as pessoas também aproveitem o novo salário para quitar as dívidas.
José Álvaro Cardoso, economista e técnico do Dieese, explica que apesar do crescimento de 10,7% na produção catarinense, e de 26,6% nas exportações do estado, o rendimento médio do trabalhador não tem aumentado. Cardoso disse também que as vendas do comércio "têm se concentrado em bens de consumo de duráveis".
Segundo os dados do Dieese, com mínimo de R$260, o trabalhador da região de Florianópolis conseguia comprar 1,56 cestas básica; com o reajuste, esse número sobe para 1,79 – a média da cesta na capital fica em torno de R$167.

entregue em May.5th.2005

Pauta NETI

O Grupo de teatro do Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI/UFSC) se apresenta no teatro da Igrejinha da UFSC, hoje, às 14h. O Chão de Estrela encena a peça “Nos Cantos da Memória”, que conta histórias de vida dos participantes. A entrada é gratuita e o grupo aproveita a apresentação para comemorar seu quarto aniversário. No dia 23 de junho o Chão de Estrela se apresenta de novo, também no Teatro da Igrejinha, às 14h.
=> Verificar se só os alunos do NETI podem assistir à peça, porque no release tinha escrito “estréia blábláblá para os alunos do NETI”. Ver quem são os participantes, como o grupo fez diferença na vida de cada um (pegar uns dois ou três velhinhos), ver se tem mais apresentações previstas, coisas assim. Fazer um box sobre o que é NETI, há quanto tempo existe e etc – se não tiver espaço a gente corta, mas faz algo bem pequeno, só pra ‘situar’ a matéria.

CONTATO: Falar com a Maria Paula (Carvalho Bonilha), que é atriz e a diretora do grupo: (47) 393-6964 ou (48) 9965-4504. O email dela é mariapaulacarvalho@hotmail.com.

entregue em May.5th.2005

UFSC realiza seminário para discutir Vestibular

Ampliação de oportunidades de ingresso e de permanência na Universidade é um dos temas do Seminário de Reavaliação do Processo Vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

[perdi o arquivo. depois eu digito ele de novo.]

Quem quiser participar pode fazer a inscrição gratuitamente e na hora no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. O evento encerra amanha às 18h.

entregue em Apr.28th.2005

Exercícios sobre o texto “Imprensa escrita e telejornal”, do livro homônimo de Juvenal Zanchetta Jr. (São Paulo, Unesp, 2004:37-98)

1. Que mudanças ocorrem no perfil do texto da notícia a partir do século XX?

A partir do século XX, a forma da notícia se modificou e assumiu o modelo que utilizamos até hoje. Primeiramente, os textos jornalísticos perderam o caráter narrativo e opinativo – que os acompanhava desde o século passado, influência principalmente da ligação com a literatura – e assumiram uma postura de distanciamento da notícia, conseguido através da objetividade e da [suposta] neutralidade da linguagem. Dentro desse novo formato, as notícias passaram a ter o que se chama de “lide” – do inglês lead, que significa liderar –, parágrafo inicial em que estão concentradas as principais informações da notícia, num modelo chamado de “pirâmide invertida”. Diferentemente da estrutura narrativa do século anterior, em que os dados eram colocados por ordem cronológica, na pirâmide invertida as informações que aparecem primeiro são as consideradas mais importantes, ou seja, aquelas que ‘resumem’, por assim dizer, a notícia. Convencionou-se serem elas: QUEM, O QUE, QUANDO, ONDE e POR QUÊ.
Esse novo formato teve muito a ver com os avanços tecnológicos da época e com a influência das notícias e das agências internacionais nas redações. As informações que vinham do exterior eram passadas via telégrafo, e as transmissões destes costumavam ser interrompidas antes do fim da mensagem, então se adotou a colocação dos dados principais no início do texto.
Outra mudança notável na imprensa do século XX é a “organização empresarial” dos jornais, uma novidade para a época. As funções internas passaram a ser divididas, o objetivo do produto final passou a ser o mercado consumidor e as decisões se concentraram nas mãos do dono. Entre outras coisas, isso gerou uma “suavização da tonalidade ideológica” dos jornais, característica marcante da imprensa do século anterior, caracterizada pelos textos altamente opinativos. Esses textos ficaram restritos aos artigos assinados e aos editoriais, enquanto o resto das notícias buscava a neutralidade.
Além desses, ainda há outros fatores a se considerar, como o crescimento, ainda que lento, do público leitor, as várias “conturbações” do século (Guerras, epidemias, etc.) e os avanços tecnológicos, que permitiriam uma transmissão mais veloz e eficiente das notícias, além de possibilitar o aumento das tiragens e facilitar a distribuição do exemplares.

2. Enumere e explique oito características capazes de atribuir um valor-notícia a determinado acontecimento. Procure exemplificar cada uma delas.

1) Proximidade – se um fato acontece na mesma comunidade do leitor, ele se torna interesse dela. Para os moradores de São Paulo capital, por exemplo, o aumento na tarifa de ônibus tem um valor-notícia alto (que, para quem mora em Florianópolis, não vai existir, ou vai ser consideravelmente menor), porque afeta diretamente à comunidade. O mesmo acontece se um médico cirurgião é condenado após a morte de um paciente: a comunidade médica e a comunidade das pessoas que estão para fazer uma cirurgia desse tipo terá um grande interesse nessa notícia.
2) Interesse Humano – fatos que sensibilizam as pessoas, em geral por apresentarem as mazelas de um determinado grupo. As estatísticas sobre o número crescente de crianças que morrem desnutridas no Brasil (ou em qualquer outro lugar), uma mãe que reencontra seu filho raptado há mais de vinte anos em uma maternidade ou um acidente de avião com trezentos mortos são exemplos desses fatos cujo valor-notícia é alto pelo apelo emocional que trazem.
3) Dinheiro – quase dispensa explicações. Dinheiro é o que move o mundo, então tudo o que disser respeito a ele é mais do que de interesse dos leitores: a queda da bolsa, o aumento do dólar, a falência de uma empresa com ações no mercado, uma crise de mercado, enfim, tudo o que possa afetar a vida das pessoas com relação a ganhar ou perder dinheiro, tem valor-notícia altíssimo.
4) Utilidade – serviços ao leitor. Divulgar eventos e novas descobertas que possam facilitar a vida das pessoas, informar sobre cuidados com determinadas doenças ou com certas situações, etc., tudo o que possa, como o nome já diz, ser útil ao leitor.
5) Oportunidade – notícias que não teriam interesse em situações comuns, mas que em determinados casos ganham destaque. Em geral filas em ruas movimentadas não são notícia; mas quando é época de eleição esse fato pode virar notícia sob o título de ‘Trânsito na Capital está cada vez mais caótico’, num jornal sensacionalista de oposição, por exemplo.
6) Celebridade e Culto de Heróis – Notícias que não teriam nenhum interesse para o público, não fosse o fato de que aconteceram com uma personalidade pública. Numa cidade como São Paulo, por exemplo, nenhum jornal há de noticiar nem um milésimo dos acidentes de carro (a não ser que seja brutal, que envolva muitos mortos, que desvie muito o trânsito, etc.); porém, se quem bate o carro é um jogador de futebol famoso, que quebra a perna de um menino inocente e foge sem prestar socorro, então esse acidente vira notícia.
7) Sexo e idade – assuntos que não trazem informações factuais, mas que recebem atenção dos leitores. Matérias que dialogam com determinadas faixas etárias também atraem o público. Uma tendência comportamental dos adolescentes ou um método oriental que ajudar a desestressar são exemplos de notícias que adquirem valor quando focalizados os seus públicos alvo: os adolescentes (e mesmo os pais deles), no primeiro caso, e os adultos economicamente ativos que trabalham demais e se interessariam por formas de relaxar um pouco.
8) Rivalidade – é o que faz com que o torcedor de futebol leia a coluna de esportes (saber quem ganhou, de quem, por quanto, quando e aonde é algo quase necessário na vida de um número considerável de pessoas), e muitas vezes é também o que faz uma notícia de política aparentemente sem importância receber muita atenção da imprensa – a rixa entre dois políticos de um mesmo partido por uma vaga de importância questionável dentro da estrutura da sigla também seria um exemplo disso.

3. Descreva o texto noticioso contemporâneo no que se refere a:
a. Síntese,
b. Concretude,
c. Repertório verbal.


O texto noticioso procura ser sintético, apresentando as principais informações no primeiro parágrafo (lide: quem, o que, onde, quando, por quê), e explicando como os fatos de desenrolaram até chegar naquele estado (como). Essa explicação busca contextualizar a notícia e ambientalizar o leitor, no caso de ele não estar acompanhando os últimos acontecimentos sobre o tema. A notícia também fala das conseqüências do fato que está informando. O texto noticioso não especula. Ele apresenta informações concretas e comprováveis – um acidente de carro, a vitória de um time de futebol, uma medida provisória assinada, etc –, baseadas nas declarações das fontes (citações) e no documentos encontrados. O texto noticioso pode, no máximo, expor as previsões de um especialista ou de um grupo de pessoas que se destaquem na área tratada – um teólogo fala sobre o que pode vir com a escolha do novo papa, um economista prevê o que pode acontecer com a nova queda do dólar, um meteorologista que expõe a possível chuva do fim de semana ou a chegada esperada de uma frente fria na quarta-feira.
Quanto ao repertório verbal, o texto noticioso procura ser claro e objetivo, feito para que o leitor o entenda. As frases são curtas, sem uma série de orações coordenadas e/ou subordinadas, e não usam vocabulário rebuscado. Zanchetta cita o exemplo: em vez de ébrio, deve-se usar bêbado. As palavras não podem dar margem a segundas ou terceiras interpretações e nem devem ser tão fora do comum que façam o leitor consultar um dicionário a cada parágrafo. Isso tudo, porém, difere de utilizar vocabulário pobre ou subjugar a inteligência do leitor: uma coisa é ser simples, outra é ser simplista. Ainda sobre o vocabulário, é desaconselhável usar jargões e expressões técnicas de áreas específicas; em editorias como Economia e Política, o texto jornalístico apresenta alguns termos não usuais, mas que podem, ainda que com alguma dificuldade, ser entendidos por um leitor leigo no assunto.

4. Qual a organização da pirâmide invertida, estrutura convencional da notícia no jornalismo contemporâneo?

A pirâmide invertida apresenta os fatos mais importantes logo no primeiro parágrafo (lide) da notícia, e os menos importantes (ou às vezes menos objetivos) nos parágrafos seguintes. Desse modo, o texto noticioso começa denso de informações novas e vai apresentando menos novidades com o passar do texto, daí o nome “pirâmide invertida”.
QUEM, O QUÊ, QUANDO, ONDE e POR QUÊ são os dados que devem constar no lead. Não necessariamente nessa ordem, eles dão uma idéia geral e razoavelmente completa de que fato está sendo noticiado. “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou ontem para Roma, onde vai acompanhar a eleição do novo papa.” Os parágrafos seguintes abordam o COMO da notícia.

5. Que peso têm as operações técnicas sobre os efeitos de objetividade e neutralidade do texto jornalístico?

As operações técnicas influenciaram muito a objetividade e a neutralidade do texto jornalístico. Com o surgimento dos telégrafos, por exemplo, foi possível transmitir informações para regiões distantes de forma muito mais eficaz e veloz do que antes. Porém, as mensagens que chegavam via telégrafo em geral tinham suas transmissões interrompidas pro falhas técnicas, e então era preciso redigir a notícia com as informações que haviam chegado. Por isso, adotou-se que em vez descrever cronologicamente os fatos, eles deveriam ser organizados em ordem de importância, e assim se a transmissão fosse interrompida, os dados principais já teriam chegado. Também o tipo de diagramação e impressão dos jornais era beneficiado com essa estrutura de notícias: às vezes o texto ficava maior que o espaço a que ele se destinava, então o editor [literalmente] cortava o último parágrafo da notícia, sem ‘nenhum’ prejuízo na transmissão da informação – na época, as placas usadas para imprimir tinham cada texto produzido individualmente, linha por linha, sendo impossível re-escrever uma notícia para cortar duas linhas, ou mesmo um parágrafo.
O avanço das técnicas de impressão – as prensas rotativas, por exemplo – também representou muito para as mudanças nos textos jornalísticos. Com o custo mais baixo do papel e da impressão, a concorrência aumentava, o preço ao consumidor diminuía (o número de leitores aumentava), e as mídias tinham que conquistar a confiança e a fidelidade do leitor; para isso, era preciso passar uma imagem de neutralidade e compromisso com a verdade, sem registrar impressões pessoais do repórter ou posições político-econômicas da direção do jornal. O aumento das redes rodoviária e ferroviária, que facilitaram, baratearam e agilizaram a distribuição dos jornais, também é um fator que influencia o texto noticioso, pelo fato de ele q chegar mais longe, ou seja, se destinar a um público maior e mais diverso, e dessa forma necessitar cada vez mais de uma linguagem neutra e objetiva.
Em resumo, as tecnologias facilitaram a produção e a distribuição dos jornais, e o aumento de público (que em parte esteve muito ligado a essas facilidades tecnológicas) também influenciou fortemente na estrutura do texto jornalístico.

entregue em Apr.26th.2005

4° Dia de Lazer Ativo da UFSC

Ginástica, alongamento, judô e dança de salão são algumas das atividades que vão se realizar no 4° Dia de Lazer Ativo no Campus. O evento deve reunir cerca de mil pessoas no sábado, dia 9, no espaço aberto do Centro de Desportos (CDS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Se chover, as atividades serão no Ginásio 1 do CDS. Na programação do evento também está uma caminhada pelo campus, tai-chi, recreação infantil e Feira de Saúde.
A estimativa é de que 40% dos participantes serão crianças. A recreação infantil inclui cama elástica, mini futebol, xadrez gigante e mini-tênis – além da possibilidade de um mini-tênis com cadeira de rodas, atividade que ainda não foi confirmada. No dia do evento também haverá entrega de brindes e distribuição gratuita de água mineral e barras de cereais.
Segundo Mathias Roberto Loch, do Núcleo de Pesquisas da Atividade Física (Nupaf), que está organizando o evento, o objetivo do Dia é “oferecer para as pessoas o acesso à informação e à prática desportiva”. Ele completa que o projeto “é voltado para gente de todas as idades e lugares”. As atividades serão coordenadas por professores e alunos do CDS, com a participação dos bolsistas do Programa Especial de Treinamento (PET) de Nutrição na Feira de Saúde.
A feira será um ambiente de orientação individual, onde os participantes poderão fazer testes de aptidão física e composição corporal, além de receber informações sobre quais os tipos de exercícios apropriados e em que quantidade eles devem ser feitos. Os alunos do PET de Nutrição vão dar dicas aos participantes sobre alimentação no dia-a-dia e na hora de fazer atividade física.
O 4° Dia de Lazer Ativo no Campus tem o apoio do Serviço Social da Indústria (SESI), Associação de Professores da UFSC (Apufsc), Fundação Municipal de Esportes, Colégio Catarinense, Água Mineral Santa Catarina e Nutrimental Alimentos.

entregue em Apr.7th.2005

Pauta sobre Manifestação Passe Livre 06.abr

Movimento Passe Livre faz manifestação hoje, dia 06, às 16hs. A concentração será em frente à Catedral. Os estudantes esperam uma resposta da carta que foi protocolada para o prefeito Dário Berger na última quarta-feira, 30/março, depois da primeira manifestação do movimento no ano. A carta pede a inclusão da verba para o passe livre estudantil no Plano Pluri-Anual, PPA, que a prefeitura deve apresentar à câmara na próxima sexta-feira, dia 15.
Com o Movimento – Investigar quais as pretensões da passeata e se os manifestantes pretende fechar alguma rua / terminal / etc. Conversar com os lideres do Movimento para saber quais as expectativas para a manifestação de hoje. Perguntar sobre a próxima manifestação e o que está previsto para ela (confirmar se vai ser mesmo no dia 15/abril). Dar uma olhada por cima em como está sendo feita a divulgação das manifestações esse ano – perguntar sobre o boletim impresso.
Na prefeitura, saber se o prefeito recebeu a carta e o que ele tem a dizer sobre isso; perguntar sobre a concessão do passe livre aos estudantes da rede pública municipal (já têm direito ao benefício os estudantes com renda familiar mensal menor que 780R$ e que morem a mais de 2 quilômetros da escola): por que só estes? É só um começo e pretendem estender? Qual a posição da prefeitura quanto ao Movimento e suas reivindicações?!
No Movimento: Marcelo Pommar – 9115 3032
Daniel – 9913 2890
André – 9136 4053
Na Prefeitura: Norberto Stroich Filho – 224 7218 / 224 1299 / 228 3288 (Séc. Mun. dos Transportes e Terminais)
Ariel Bottaro Filho – 251 6085 / 251 6082 (fax) (Assessoria de Comunicação Social)

entregue em Apr.7th.2005

MOVIMENTO PASSE LIVRE RETOMA ATIVIDADES EM FLORIANÓPOLIS

O Movimento Passe Livre lançou hoje a Campanha para 2005.// Os estudantes fizeram palestras na UDESC e no Colégio de Aplicação da UFSC, onde exibiram um curta-metragem com imagens das manifestações do ano passado.// Marcelo Pommar, um dos líderes do movimento, avaliou a Campanha de 2004.//

“ significou em segurar o aumento da tarifa... passaram a enxergar com outros olhos a população de fpolis, e isso tem um valor que não dá pra medir.” (sonora deh 7-2.mp3)

Na palestra, os estudantes também conversaram sobre a passeata de amanhã, marcada para as QAUTRO da tarde, com concentração em frente à Catedral.// Marcelo explicou que esta é a primeira manifestação do ano, e que o objetivo é mostrar que os estudantes ainda estão na ativa.//

“Nós ‘tamos esperando uma manifestação modesta... essa é a perspectiva estratégica do movimento.” (sonora deh 6-2.mp3)

Com a manifestação de amanhã os estudantes também querem que o prefeito de Florianópolis, Dário Berger, se comprometa com o Movimento.// Os manifestantes querem que a verba para custear o passe livre estudantil seja prevista no PPA, o Plano Pluri Anual, que define as estratégias da prefeitura para os próximos QUATRO anos.// Sobre a Lei do Passe Livre, aprovada em dezembro do ano passado, Marcelo diz que é preciso que ela seja cumprida.//

“Agora existe uma lei que garante o passe livre... precisa é ela entrar em prática” (sonora deh 5-2.mp3)

A lei No. MIL CENTO E TRINTA E SETE, a Lei do Passe Livre, deve ser implantada em 2006, o que não agrada aos estudantes.// Sobre o projeto, Marcelo afirmou que ele foi pensado por especialistas, e que agora está dependendo da vontade política.//

“O projeto é auto-sustentável, ... e depende de vontade política, basicamente” (sonora deh 4.mp3)

Na palestra, os estudantes também ressaltaram a importância da união das várias manifestações isoladas em todo o país, que se uniram no Movimento Passe Livre Brasil.// Na agenda do Movimento está a Semana Nacional pelo Passe Livre, que acontece de 28 a 31 de março.// A passeata de amanhã faz parte dessa semana.// Para outubro deste ano também está prevista uma manifestação simultânea em todo o país.// A data ainda não foi confirmada.///////

entregue em Apr.5th.2005

MOVIMENTO PASSE LIVRE RETOMA ATIVIDADES EM FLORIANÓPOLIS

O Movimento Passe Livre lançou hoje a Campanha para 2005.// Os estudantes fizeram palestras na UDESC e no Colégio de Aplicação da UFSC, onde exibiram um curta-metragem com imagens das manifestações do ano passado.// Marcelo Pommar, um dos líderes do movimento, disse que foram três as principais conquistas da Campanha de 2004.// As duas primeiras seriam bastante objetivas: segurar o aumento da tarifa em junho e julho e aprovar a Lei do Passe Livre em dezembro.// Subjetivamente, Marcelo diz que após as manifestações do ano passado os empresários do transporte coletivo passaram a enxergar com outros olhos a população de Florianópolis.// Na palestra, depois de exibir o filme, os estudantes também conversaram sobre a passeata de amanhã.// O encontro está marcado para as QUATRO da tarde, em frente à Catedral.// Marcelo explicou que esta é a primeira manifestação do ano, e que o objetivo é reativar o movimento.// A expectativa é de cerca de DUZENTAS pessoas.// Com a manifestação de amanhã os estudantes também querem que o prefeito de Florianópolis, Dário Berger, se comprometa com o Movimento.// Os manifestantes querem que a verba para custear o passe livre estudantil seja prevista no PPA, o Plano Pluri-Anual, que define as estratégias da prefeitura para os próximos QUATRO anos.// Marcelo Pommar diz que a Lei do Passe Livre Estudantil depende basicamente de vontade política para entrar em prática.// A lei No. MIL CENTO E TRINTA E SETE, tem implantação prevista para 2006, o que não agrada aos estudantes.// Na palestra, também foi ressaltada a importância da união das várias manifestações em todo o país, que se juntaram no Movimento Passe Livre Brasil.// Na agenda do Movimento está a Semana Nacional pelo Passe Livre, que acontece de 28 a 31 de março.// A passeata de amanhã faz parte dessa semana.// Para outubro deste ano também está prevista uma manifestação simultânea em todo o país.// A data ainda não foi confirmada.///////

entregue em Apr.5th.2005

Estudantes relançam Movimento Passe Livre

Estudantes relançaram ontem a Campanha 2005 do Movimento Passe Livre com a exibição de um curta-metragem que mostra cenas da Campanha de 2004. As palestras foram realizadas na Universidade de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (Udesc) e no Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foram exibidos mais dois vídeos, um sobre a Plenária Nacional do Passe Livre, ocorrida no Rio Grande do Sul em janeiro deste ano, e outro com cenas do Movimento em São Paulo.
Na conversa que veio depois, Marcelo Pommar, um dos principais líderes do Movimento em Florianópolis, falou com os estudantes sobre as expectativas para este ano e convidou os presentes para participar da manifestação de amanhã, às 16h, com concentração nas escadarias da Catedral. Segundo Marcelo, a Campanha de 2005 é extremamente importante para que a lei seja efetivamente implantada. ”Agora que a lei existe, temos que garantir que seja cumprida”, afirmou.
Na palestra de relançamento da Campanha, Marcelo ponderou com os estudantes sobre a possível tentativa da Prefeitura de “fracionar” o Movimento, e afirmou que isso não vai desanimar os manifestantes. (Há duas semanas atrás, o Prefeito Dário Berger baixou a portaria 1405, pela qual os estudantes de escolas publicas municipais que morem a mais de dois quilômetros da escola e tenham renda inferior a R$780 têm direito ao passe livre). Marcelo também afirmou que o Prefeito tem um jeito diferente de governar da ex-prefeita, e que por isso a Campanha terá algumas mudanças.
A Lei No. 1.137/04, de seis de dezembro de 2004, regulamenta o passe livre estudantil e prevê a implantação deste para o ano de 2006 – decisão que não agrada aos manifestantes. A lei foi aprovada após uma série de manifestações que entraram para a historia da cidade – entre elas, a do dia em que os estudantes fecharam completamente as duas pontes que fazem a ligação Ilha-Continente, e protestaram por mais de uma hora. Em Florianópolis, o Movimento começou em 2000, inspirado nos estados do Rio de Janeiro e do Amapá, que já haviam concedido o benefício. Iniciou sem expressão e reunia poucos estudantes. Em 2001, foi encaminhado à Câmara Municipal um pedido com mais de 20 mil assinaturas que reivindicavam um projeto pelo passe livre estudantil.
No ano passado o Movimento conseguiu evitar um aumento de 15,6% nas passagens do transporte coletivo. Além da Revolta da Catraca, em que os estudantes pularam as roletas e entraram de graça nos ônibus, os manifestantes fecharam grande parte das ruas do Centro que dão acesso à ponte, interditaram o terminal e usaram megafones e carros de som para protestar. Os estudantes também entraram em conflito com a polícia várias vezes – o curta-metragem exibido ontem começa com essas cenas.
O Movimento Passe Livre Brasil também foi tema das palestras, que enfatizaram a importância de se unir as varias manifestações isoladas que surgiram no país. Durante a Semana Nacional pelo Passe Livre – que começou ontem e vai até dia 31 – movimentos de todo o Brasil vão realizar passeatas para retomar a luta; para outubro desse ano está previsto um dia de paralisação simultânea em todo o país.

entregue em Mar.31st.2005

Começa 2a Semana de História, na UFSC

Começa hoje a Segunda Semana de História, com o tema "25 anos de Novembrada", organizada pelo Centro Acadêmico de História, e que vai até sexta-feira, com palestras, grupos de discussão e mini-cursos que acontecem na Reitoria e no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
O evento estréia com a apresentação do curta-metragem "Novembrada", do diretor Eduardo Paredes, hoje, às 14hs, no auditório da Reitoria. Também hoje e ainda na Reitoria, às 18h30, o professor Geraldo Barbosa faz uma palestra sobre Capitalismo Monopolista, Estado Autocrático e Emancipação Social do Golpe Militar dos Nossos Dias.
A divulgação da Semana ocorreu através de cartazes e do site. "A gente também foi na Secretaria de Educação, em colégios estaduais e passou nas salas do Curso [de História] convidando os alunos", diz a integrante do Centro Acadêmico, Veridiana Bertelli, membro da comissão organizadora do evento. Segundo ela, a Semana de História surgiu da “necessidade dos alunos de terem um espaço para debater determinados temas”, além de ser uma forma de compartilhar conhecimento.
Bertelli explicou também que o tema, 25 anos de Novembrada, foi escolhido em conjunto com os alunos do Curso, que puderam apresentar projetos. “As pessoas gostaram do tema, e quem quis participar se juntou à organização do evento”, completa a estudante.
As inscrições para a Segunda Semana de História começaram na última terça-feira e se estendem até o meio dia de hoje. Quem não estiver inscrito pode participar das atividades mas não faz jus ao certificado. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no hall do CFH, pelo telefone 331-8217 ou no site www.novembrada.ufsc.br.

entregue em Mar.14th.2005

Notas para rádio baseadas em notícias de meio impresso

1. As fortes e continuadas chuvas do fim de semana deixaram um saldo de cinco mortos e 400 desabrigados, além de milhares de casas destruídas em Minas Gerais, segundo informou ontem a Coordenadoria de Defesa Civil, acrescentando que as cidades de Viçosa, Santos Dummond, São Miguel e Teófilo Otoni foram as que mais enfrentaram problemas.

Em Minas Gerais CINCO pessoas morreram por causa das fortes chuvas do final de semana.// O temporal destruiu MILHARES de casas e deixou mais de QUATROCENTOS desabrigaddos.// As cidades de São Miguel, Santos Dummond, Viçpsa e Teófilo Otoni foram as mais atingidas.// As informações são da Coordenadoria de Defesa Civil.///////


2. “Só com a estabilização do surto inflacionário é que se conseguirá agilizar e equacionar a problemática da crise monetária brasileira”. Foi o que disse o economista Paul Singer, na aula inagurual para alunos do Curso de Pós-graduação em Ciências Econômicas da Universidade de São Paulo, a famosa USP.

A Universidade de São Paulo (USP) inaugurou seu curso de Pós-graduação em Ciências Econômicas.// O renomado economista Paul Singer foi quem deu a primeira aula.// Segundo o professor, é preciso controlar o aumento da inflação para conter a crise econômica do país.///////


3. As calamitosas e imprevisíveis enchentes no norte do estado já causaram 43 mortes em dez dias. Os municípios mais atingidos são Jaraguá, Joinville e São Francisco do Sul. Meteorologistas da Epagri prevêem mais huvas e fortes ventos na região nas próximas 24 horas.

QUARENTA E TRÊS pessoas morreram por causa das enchentes no norte do estado.// Os dados são dos últimos DEZ dias.// As cidades de Joinville, Jaraguá e São Francisco do Sul foram as mais atingidas.// A Epagri prevê mais chuvas e ventos fortes para amanhã.///////


entregue em Mar.14th.2005

História do processo físico/óptico da Fotografia

Século 5 a.C - Mo Tzu - China - primeiro a descrever o princípio de funcionamento da câmara obscura (propriedade da luz);
Século 4 a.C - Aristóteles - Grécia - também descreveu o princípio de funcionamento da câmara obscura;
Século 10 - Alhazen - usava câmaras obscuras pra observar eclipses do sol sem olhar direto pra luz - descobriu que os objetos refletiam a luz (teoria da visão);
Século 11 - expulsão dos árabes da Península Ibérica. Tradução dos livros de pensadores das bibliotecas muçulmanas;
Ano 1521 - um discípulo de Leonardo da Vinci - descreve o funcionamento da câmara obscura (da Vinci também faz observações a respeito, num livro sobre espelho - que só foi publicado em 1797);
Ano 1545 - Reiner Frisius - físico e matemático holandês que faz o primeiro desenho de uma câmara obscura;
Século 17 - Artistas utilizam a câmara escura para auxiliar o desenho e a pintura;
Ano 1620 - Kepler - faz mapas de estradas e desenhos topográficos utilizando uma câmara obscura em forma de tenda;
Ano 1646 - Athanasius Kircher - padre jesuíta que cria uma câmara obscura pra ser transportada como liteira (possibilitava ao artista desenhar em vários lugares);
Ano 1685 - Johan Zahn - descreve o uso de um espelho para redirecionar a imagem ao plano horizontal - para um tampo de vidro colocado na parte superior da câmara obscura (possibilitava aos artistas copiarem e darem mais fidelidade ao desenho).

entregue em Dec.9th.2004

Concentração de Renda no Brasil: uma perspectiva histórica

A Síntese de Indicadores Sociais 2002, lançada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revelou que, no Brasil, o 1% mais rico da população acumula o mesmo volume de rendimentos dos 50% mais pobres e os 10% mais ricos ganham 18 vezes mais que os 40% mais pobres. O índice Gini, que mede a concentração de renda nos países, é de 0,56% no Brasil. “É um índice muito alto se você pensar que 1% é concentração total. E tem aumentado em relação à década passada, quando estava na casa dos 0,54%. Significa que cada vez mais, menos pessoas detêm mais”, diz a Sandra Quintela, sócio-economista do Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul. Ela também acredita que para melhorar a distribuição de renda no país é necessário estabelecer um patamar maior de salários e fazer uma reforma tributária e fiscal que atinja os reais detentores da renda - principalmente os Bancos e os grandes investidores. “Há também a questão da distribuição de riqueza; não é só de distribuição de renda. Tem que ter imposto patrimonial. Eu acho que isto é fundamental. Quanto mais você tem, mais você tem que pagar”.
A concentração de renda no Brasil é quase contemporânea da colonização do país. Ela começa no início do século XVI, quando grandes porções de terra foram distribuídas entre poucos senhores – as 13 capitanias hereditárias –, que exploraram os recursos do solo e humanos disponíveis – na época, a base do sistema era o trabalho escravo, que por si só já facilitava a concentração do capital. Décadas depois, a concentração de renda já estava de tal modo concretizada que seria necessário um empenho, por parte da sociedade e do governo, muito grande, a fim de que se pudesse mudar esse quadro – empenho esse que, sabe-se, sempre foi praticamente inexistente, e só agora parece estar se apresentando de forma um pouco mais palpável. Na segunda metade do século XIX, dois fatos se destacaram: a abolição da escravatura e a chegada dos imigrantes (mão de obra experiente) para as lavouras paulistas de café. Quando a escravidão foi abolida, não houve nenhuma preocupação com a situação dessa massa de trabalhadores desqualificados, que, por conseguinte, tiveram que se sujeitar a trabalhar por salários muito baixos, uma vez que não lhes restava alternativa; a própria chegada dos imigrantes, nas condições em que se deu, forçava os recém-chegados a trabalhar em troca de um valor muito baixo – ainda mais quando comparado ao que ganhavam os donos da terra. Tudo isso colaborou para a concentração de renda – e de patrimônio – no país, somando-se ainda o fato de que nesta época o Brasil começa a se tornar uma economia capitalista, e como tal, buscava a acumulação de capital a qualquer custo.
Além disso, há a questão política, muito importante, que ainda não foi mencionada. No período colonial, as decisões políticas eram tomadas em Portugal, mas num nível logo abaixo – e que, no dia a dia, era o que de fato tinha importância – vinham os senhores de engenho, que tinham a posse da terra; e mesmo depois, com o passar das décadas, quando foram sendo criados os níveis de poder, os cargos políticos sempre foram ocupados por aqueles que tinham dinheiro ou terras: indicados, por voto de cabresto, por compra de votos, ou – que é muitas vezes o que acontece hoje em dia – por investir mais na campanha política. O que acontece, então, depois de séculos com a elite na poder, é que as decisões políticas são tomadas em benefício das classes mais favorecidas, o que só acaba por favorecê-las ainda mais, dando condições para a manutenção da acumulação de renda nas mãos de um pequeno grupo de pessoas, em detrimento de um grupo maior.
A partir da década de 30, inicia-se na política o chamado “populismo”, prática que busca agradar tanto a elite quanto o povo, dando a este segundo o direito da participação política (que o primeiro grupo há muito já tinha), mas de forma manipulada pelos detentores do poder – ou seja, as massas participavam da política (democracia, voto direto), mas ligadas aos partidos das classes dominantes. No campo socioeconômico, o Brasil começava a se industrializar, e uma massa de trabalhadores rurais iniciava a migração para cidade em busca das melhores condições de vida prometidas pela industrialização em curso; além disso, a economia aos poucos mudava seu eixo dos latifúndios monocultores para as cidades em explosão de crescimento. Nesse contexto, as classes operárias começavam a ter espaço para fazer suas reivindicações. Ao longo da história do Brasil, já se tinha registros de insurreições populares que buscavam melhores condições de vida, maiores salários e participação política, mas foi a partir do século XX que esse movimentos ficaram mais intensos, organizados e representativos: “O processo de urbanização e de industrialização do país, acelerados a partir da década de 40, tornavam as classes populares urbanas uma força social e política que não podia ser ignorada”, diz o sociólogo Álvaro de Vita. Ele explica ainda que, na década de 60, a pressão popular ameaçou de forma tão efetiva os interesses das classes detentoras do poder que elas tomaram uma posição: o Golpe Militar de 1964. “Se a manipulação populista não cumpria mais a função de controlar as massas, a repressão assumiria agora esse papel”.
O período militar agravou ainda mais a concentração de renda no Brasil. Dando continuidade à política liberal implantada alguns anos antes pelo populista Juscelino Kubitschek, os militares abriram o país ao capital estrangeiro, o que ampliou o parque industrial nacional e fez a economia crescer – o chamado “milagre econômico” da década de 70 –, crescimento esse que não foi acompanhado pelo salário mínimo, e nem melhorou a qualidade de vida da população. “O crescimento econômico brasileiro se fez à custa de um agravamento das imensas desigualdades sociais”, conclui Vita.
Após o período de redemocratização, entre as décadas de 70 e 80, a participação popular na política ampliou-se – apesar de ainda não ser a ideal; a criação do Partido dos Trabalhadores (PT) é um dos maiores exemplos do engajamento das massas na vida política do país, e a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a presidência também mostra a vontade de mudar do povo. Por parte dos governos, é a partir da década de 90 que começam algumas ações em prol das classes menos favorecidas; programas como o Bolsa Escola e o Fome Zero, recentemente reunidos na Bolsa Família, são iniciativas que buscam assistir aqueles que não têm as boas condições de vida. Segundo o sociólogo e professor Francisco de Oliveira, porém, esses programas seriam apenas formas de “funcionalização da miséria”, por serem extremamente focalizados em uma parcela da população, e se constituírem em uma espécie de “ajuda humanitária”, que garante a sobrevivência dos mais pobres sem alterar a condição social destes. “Ou seja, esses programas não alteram a estrutura de distribuição de riquezas do país”, afirma Oliveira. O economista João Fábio Bertonha concorda, e diz que mais que uma política de assistencialismo é necessário que se tome medidas efetivas no combate à concentração de renda. “Precisamos realmente de crescimento e distribuição, ao mesmo tempo, se queremos mudar esse país. Ou seja, distribuir renda e incluir pessoas no mundo do consumo, da poupança e da produção é uma questão não apenas de justiça social, mas de desenvolvimento econômico. Mais pessoas trabalhando, recebendo salários justos, poupando e gastando, significa mais lucros para as empresas, maior produção de bens para consumo interno e exportação, mais arrecadação de impostos e maior fluxo financeiro no sistema bancário. Mudar isto é seguir o caminho da Europa, dos Estados Unidos, do Leste asiático e de outros países que, pressionados por guerras, movimentos sociais, medo de insurreições populares e outros elementos, acabaram por aprender que a democracia e o capitalismo desenvolvido implicam num egoísmo menor das elites”.

Referência Bibliográfica - Nov.6th.2004
http://www.mundojovem.pucrs.br/tema31.htm
http://www.espacoacademico.com.br/018/18bert.htm
http://www.brasildefato.com.br/?page=noticia¬icia=236
http://integracao.fgvsp.br/ano6/07/pesquisas.htm
OLIVEIRA, Francisco de. Crítica à razão dualista. O Ornitorrinco. São Paulo: Editora Boitempo, 2003.
VITA, Álvaro de. Sociologia da Sociedade Brasileira. São Paulo: Editora Ática, 1989.

entregue em Dec.6th.2004

Encontro internacional discute lazer, beleza e arte

Começou, ontem, o I Encontro Internacional de Saúde Natural, Beleza, Arte e Lazer, que acontece no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A abertura do evento ficou por conta da russa naturalizada brasileira, Ala Szerman, formada em Educação Física e pioneira na introdução da ginástica aeróbica no Brasil; após a palestra foi oferecido um coffee break com produtos de alimentação natural. O evento, que tem patrocínio da Secretaria de Estado da Organização do Lazer (SOL) e apoio, entre outros, da UFSC e da Prefeitura Municipal de Florianópolis, vai até sábado, dia 27, e encerra com uma apresentação da Orquestra Sinfônica Infantil das Comunidades de Florianópolis.
O Encontro vem sendo organizado há quase um ano e conta com a presença de profissionais do Brasil, Argentina, Chile, Estados Unidos e Uruguai. Estarão em pauta temas como meio ambiente e sustentabilidade, educação, arte e lazer, além, é claro, de saúde natural e beleza. “Nosso objetivo é divulgar a saúde natural e ver como ela se relaciona com beleza, arte e lazer, porque a qualidade de vida envolve tudo isso”, afirma um dos organizadores do evento, Marcelo Fabian Oliva.
O Encontro, entendido pelos organizadores como um “laboratório para a troca de novas experiências”, é destinado principalmente aos profissionais e estudantes das áreas de saúde, educação ambiental, artes, terapias complementares e ciências humanas, mas interessados de outros campos também podem se inscrever. As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas para um ou mais dias do evento.
Entre as atividades programadas então conferências, mesas redondas, sessões de tema livre, apresentação de painéis e pôsteres, além da feira de produtos e serviços, aberta ao público.

entregue em Nov.18th.2004

Resumo do Livro A Fotografia é a sua linguagem, de Ivan Lima

O livro A Fotografia é a sua linguagem faz uma abordagem bastante técnica dos principais elementos que compõem uma fotografia, bem como dos mecanismos que podem influenciar a leitura da imagem; alguns tipos de fotografia também são superficialmente explicados apenas a título de contextualização.
Já na Introdução o autor, Ivan Lima, insere um dado importante, afirmando que as fotografias “todos podem interpretar segundo o seu saber pessoal” (p.13). Essa informação é realmente introdutória, pois levanta questões sobre como a foto será interpretada, ou seja, como a composição (tema do livro) influenciará na passagem – ou no caso, captura – da informação.
O capítulo 1, A escrita icônica e a sua leitura, começa traçando um paralelo entre duas visões possíveis da fotografia a partir da origem desse nome. “Existem duas origens do nome fotografia. A primeira vem da Grécia, é usada nos países ocidentais, e surgiu na França (foto = luz, grafia = escrita). Através desse nome a fotografia é a arte de escrever com a luz, o que a define como uma escrita. A segunda forma é de origem oriental. No Japão fotografia se diz sha-shin, que quer dizer reflexo da realidade. Por essa origem, fotografia é uma forma de expressão visual” (p.17). Esse capítulo introduz, ainda, os componentes de uma foto, subdividindo-os em vivos (humanos e animais), móveis (certos fenômenos e elementos naturais) e fixos (objetos de toda forma), sendo esta a ordem decrescente de importância na hierarquia dos componentes. Lima menciona, ainda, que a foto é a combinação de duas estruturas, a geométrica e a perceptual. A primeira é estática, simétrica e proporcional, enquanto a segunda é dinâmica, anatômica e particularizada, orgânica e assimétrica, sendo que o lado esquerdo é o início e o direito é a conclusão. A leitura da foto também seria dividida em três etapas: a percepção, puramente ótica e muito rápida (durando cerca de meio segundo ou até menos); a identificação, que pode ser mental ou ótica e que consiste na identificação dos componentes da imagem e no registro (mental) seu conteúdo; e a interpretação, que é puramente mental e que vai variar de leitor pra leitor. Por último, o capítulo menciona que na fotografia de imprensa, há três elementos principais, sujeito, circunstância e ambiente: “estabelecendo-se a relação sujeito-circunstância-ambiente o fotógrafo e o editor exprimem além da situação e do assunto em si, a relação espaço-tempo, espaço do sentido de local-cidade-país e tempo no sentido da época-situação social, política e cultural” (p.26).
O segundo capítulo, intitulado Fotografia e Escrita, começa tratando da legenda, que deve constituir-se, minimamente, do esclarecimento do espaço-tempo da foto. O autor apresenta três formas de apresentação da legenda: a oral, quando alguém se utiliza da fala para explicar o contexto da foto; a escrita, largamente utilizada no jornais e revistas; e a implícita, quando a imagem é auto-explicativa. Lima afirma também que “o fotógrafo é a pessoa certa para fazer a legenda da sua imagem” (p.33), sendo aquela, no caso específico da fotografia de imprensa, a que faz a relação entre a imagem e o texto. Por último, o autor constata que a imagem por si só chama a atenção, e que devido a isso alguns jornais de grande circulação estampam em suas capas figuras que não estão associadas às manchetes – dessa forma, conseguem chamar a atenção do leitor para dois temas diferentes ao mesmo tempo.
O capítulo Fotografia é composição é o começo da abordagem mais técnica do livro, e descreve vários elementos que compõem a imagem, fazendo breves explanações de como moldá-los de forma a transmitir, de maneira mais eficiente, a informação. Entre os vários aspectos técnicos abordados no capítulo, destacam-se: a seção áurea e a regra dos terços, utilizadas para manter a proporcionalidade em uma fotografia na qual o elemento principal foi deslocado do centro; o contraste entre superfícies claras e escuras, que acentua a dramaticidade; as formas geométricas, entre as quais o quadrado representa o equilíbrio absoluto, o retângulo horizontal o repouso e o retângulo vertical a ação e a proximidade; o ponto, “catalisador por onde o olho chega à imagem, e a partir do qual o restante é visualizado” (p.55); a linha, sendo que a horizontal dá a sensação de repouso, a vertical exprime altura e movimento, a diagonal é como um equilíbrio de forças e as oblíquas são elementos de desordem; lentes teleobjetivas, que fazem um recorte do assunto escolhido e “atenuam o contraste entre os planos” (p.81); e, por fim, lentes grande-angulares, que destacam o primeiro plano e “acentuam o contraste de distância entre os elementos do primeiro plano e os planos de fundo” (p.83). O capítulo traz informações também sobre a luz, informando que “para a fotografia preto e branco, a nitidez e a textura dos objetos fotografados dependem da quantidade de luz que incide sobre esses objetos” (p.85, grifo meu).
No quarto capítulo, Conteúdo, Ivan Lima trata brevemente sobre os tipos de fotografia, mencionando o retrato, a fotografia de atualidade e a fotografia de arte. Utilizando-se das palavras de Richard Avedon – que o autor considera como o grande nome da fotografia de retratos – Ivan Lima coloca que “um retrato em Fotografia é a imagem de uma pessoa que sabe que vai ser fotografada” (p.93), e menciona o grande destaque que os olhos têm nesse tipo de foto (uma vez que estão fixos). A fotografia de atualidade é definida como a que tem o homem como elemento fundamental, e se subdivide em fotografia histórica (“registra um fato, um acontecimento ou um personagem consagrado historicamente” (p.94)), fotografia social (dia-a-dia), fotografia de futebol e fotografia internacional (que pode ser de agências de notícias ou de agências de fotógrafos, o que fará diferença na qualidade da imagem). A fotografia de arte não é definida, justamente devido à dificuldade de se estabelecer um ponto divisor entre a fotografia de registro factual e a fotografia de arte; o autor menciona apenas que “a fotografia de arte conquista aos poucos alguns artistas, conseguindo conquistar também o seu espaço, tão importante na expressão da cultura do nosso país e do continente latino-americano” (p.99).
O capítulo As comunicações não-verbais fala sobre esta outra linguagem que está, por assim dizer, implícita na fotografia: “o termo comunicações não-verbas é aplicado a gestos, a posturas, à orientação do corpo, à singularidade somática, naturais ou artificiais, e até a organização de objetos, a relações de distância entre indivíduos, graças aos quais uma informação é emitida” (p.104). Entre as informações passadas (inconscientemente) através das comunicações não-verbais, Lima cita aquelas sobre o estado afetivo e pulsional do emissor, aquelas sobre sua identidade e aquelas sobre o meio exterior. Segundo o autor, seriam três os suportes utilizados na emissão dessas informações: o corpo (rosto, expressões, mãos, braços, gestos, postura), os artefatos (que servem para situar visualmente e “determinar a época, a origem étnica e a herança cultural dos indivíduos fotografados” (p.114)) e o espaço, subdividido em uma série de categorias, podendo servir em fotografia como elemento principal (paisagem), mero ambiente (retrato) ou contexto (fotos espontâneas).
O autor não conclui o livro, colocando, apenas como informação final, que a fotografia espontânea é a mais produzida atualmente, “tanto pela imprensa como pelas ciências sociais e humanas” (p.118).

Ref. Bibliográfica
LIMA, Ivan. A Fotografia é a sua linguagem. Rio de Janeiro: Editora Espaço e Tempo, 1988.

entregue em Nov.18th.2004

Wednesday, November 17, 2004

Senadinho: a tradição vai mesmo morrer?

Tombado como patrimônio imaterial há quase um mês, o Ponto Chic continua fechado. Também conhecido como Senadinho, o tradicional café de Florianópolis fechou em setembro, após mais de 50 anos de história. “O Senadinho já era; isso aqui é terra do que já teve”, lamenta Aldo Rabelo, aposentado e cliente do lugar. Os freqüentadores reclamam também que o bar já não era mais o mesmo, e que o último dono priorizara o chope ao invés do café, que ficava num “cantinho do balcão”.
Desde 1950 a esquina das ruas Trajano e Felipe Schmidt, onde fica o Ponto Chic, é um ponto de encontro das pessoas, que se reuniam para conversar e tomar café. “A gente saía da repartição – que tinha café – pra vir tomar café aqui”, relembra o aposentado Laerte Vieria, de 65 anos. “Agora é no Bob’s que as pessoas se encontram”, completa, reclamando que o local é tradicionalmente um ponto de café. Ele acredita também que, mesmo sendo um espaço privado, o dono do bar tem de dar um retorno à sociedade, pois do contrário o próprio povo acaba deixando de freqüentar. “Mudaram a maneira de ser, sofisticaram muito”, acrescenta.
Após o fechamento do café, o ponto foi alugado para uma empresa paulista, que pretendia abrir uma financeira no local, mas a SUSP (Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos) embargou a obra sob a alegação de que esta não havia sido autorizada pela Prefeitura. Além disso, uma lei municipal desabilita a instalação de empresas financeiras (entre outras) na região do Senadinho. Depois do embargo da obra, os “senadores” organizaram o movimento SOS Ponto Chic, que elaborou um abaixo assinado – com mais de 600 assinaturas, incluindo as da prefeita Angela Amin e do ex-governador Esperidião Amin – pedindo que se mantivesse a tradicional esquina como um ponto de café. Em resposta, a prefeita assinou um decreto tombando o Senadinho como patrimônio imaterial, o que no caso do Ponto Chic significa que podem ser instalados no local estabelecimentos cujo principal produto seja o café. Apesar disso, o local continua fechado e aparentemente sem perspectivas de reabertura. O proprietário do ponto, Nagib Nassad, não foi encontrado para falar sobre o assunto.

entregue em Nov.17th.2004

Beira-mar Continental: mãos à obra

Beira-mar Continental – ou Via Marginal Principal Coletora 1 (PC-1) – é a alternativa escolhida pela Prefeitura de Florianópolis para desafogar o trânsito no Estreito e revitalizar o bairro.

A Beira-mar Continental começou a ser construída em setembro e tem previsão para terminar em três anos. A execução ficou a cargo do consórcio Carioca-Sulcatarinense, e a obra tem o objetivo de melhorar o trânsito no Estreito e região. Como intenção secundária, o projeto pretende dar nova vida ao bairro e ao comércio da localidade.
A necessidade de implantação da Beira-mar Continental surge da saturação do chamado corredor norte, no Estreito, que se constitui de duas vias principais: as ruas Fúlvio Aducci - Pedro Demoro fazem o sentido centro-bairro, enquanto as ruas Liberato Bittencourt - Gaspar Dutra fluem no sentido bairro-centro. Quem vai em direção ao continente ou rumo à ilha, tem ainda outra opção para acessar as pontes, que é a Via Expressa (BR 282), ao sul.
A Via Marginal Principal Coletora 1 (PC-1) foi concebida para diminuir o volume de tráfego na região do Estreito. Com a implantação da via, as ruas Fúlvio Aducci - Pedro Demoro e Liberato Bittencourt - Gaspar Dutra passam ambas a seguir no sentido bairro-centro, enquanto a PC-1 recebe o fluxo que vem da ponte em direção ao bairro. Essa mudança deve reduzir de forma considerável os congestionamentos na região, o que além de melhorar o trânsito, facilita o transporte coletivo e permite um melhor deslocamento de carros do Corpo de Bombeiros e ambulâncias – o que é muito importante, considerando-se o Hospital Regional do município, situado no Estreito. A diminuição no volume de tráfego nas vias internas também diminui o desgaste do pavimento e, com isso, reduz os custos com sua manutenção.
A implantação da Beira-mar altera também a dinâmica sócio-econômica do bairro. “A PC-1 vai trazer nova oxigenação para o bairro, porque ele vai conseguir crescer e se desenvolver”, declarou o presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Florianópolis, Afonso dos Santos. Ele acredita também que a Marginal vai conferir aspecto de modernidade ao bairro, e que vai valorizar a área. “Muito pouco do que há no Estreito hoje vai permanecer como está”, afirma.
Atualmente o bairro está “virado de costas pro mar” e com a implantação da Marginal deve voltar-se para o oceano. A exemplo do aconteceu na Beira-mar Norte (na ilha), espera-se uma super valorização dos terrenos que margeiam a nova via, onde devem ser construídos edifícios com cerca de 12 pavimentos; cada unidade nos novos prédios deve custar em média 200 a 300 mil reais, o que corresponde a um perfil de morador com maior poder aquisitivo, fato inspirador de boas perspectivas para os comerciantes da localidade.
Espera-se também um reaquecimento na economia da região, não apenas no setor imobiliário, mas nas áreas de comércio e serviços em geral. “O estreito é um pólo de vendas e compras”, afirma o presidente da Associação Amigos do Estreito, Édio Fernandes, “mas que está defasado em termos de investimentos”. Nesse sentido, a expectativa dos comerciantes e da CDL é de que a Marginal chame a atenção dos investidores: “Ela vai atrair o empresariado”, afirma Afonso dos Santos.
A implantação da PC-1 transforma, ainda, dois outros itens na configuração do Estreito: segurança e lazer. No primeiro caso, a principal mudança é com relação à Vila da Miséria, comunidade carente situada na Ponta do Leal e considerada pela população um dos principais motivos da insegurança no bairro. A vila está no traçado da Beira-mar e terá de ser relocada para a construção da via; a previsão é de que seja feito, junto a essa comunidade, um trabalho semelhante ao implantado na Favela Chico Mendes, com a construção de casas populares dotadas de rede de esgoto, água e energia elétrica.
A questão do lazer é outra que será afetada pela PC-1. A pesquisa realizada para o estudo de impactos da via revelou que 22,51% dos entrevistados apontam a falta de lazer no bairro como o maior problema da região. Nesse sentido, o projeto da Marginal prevê, além da ciclovia e do passeio, a implantação de áreas verdes, quadras de esporte, pistas de skate e até um mirante na Ponta do Leal.
Discutido com a comunidade, o projeto foi apoiado por moradores e comerciantes; a Associação Amigos do Estreito se comprometeu com a fiscalização da obra e com a manutenção dos encontros para debater sobre o tema. “Ainda há alguns esclarecimentos que precisam ser feitos. Quando o aterro estiver se compactando, por exemplo, a obra vai parecer que está parada, e é preciso explicar isso à população”, esclarece Édio Fernandes. A expectativa agora é de que a nova gestão municipal dê continuidade à execução da obra.

O QUE DIZ O PROJETO
A Marginal PC-1, Prevista no Plano Diretor do Distrito Sede, terá 3,7 km de extensão – da cabeceira da Ponte Hercílio Luz à Ponta do Leal –, largura de pista de 11,4 m, 3.500 vagas de estacionamento, ciclovia de 1,8 km de extensão, passeio e áreas verdes, além de mirante na Ponta do Leal.
Para executar a obra, orçada em R$ 42,8 milhões, será preciso construir um aterro de 126 m², que utilizará areia drenada da Ponta do Coral (Beira-mar Norte). O consórcio Carioca-Sulcatarinense, vencedor da licitação, começou as obras em setembro, e o prazo de entrega da rodovia é de três anos.
Para dar início à execução do projeto, a Prefeitura contraiu um empréstimo de US$ 22,4 milhões junto ao FONPLATA (Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata), sendo US$ 13 milhões destinados à construção da PC-1 e o restante a outras cinco obras da Prefeitura. O empréstimo, que corresponde a 30% da capacidade de endividamento do município, será pago em 20 anos, com carência de 5 anos e meio.

PROJETO DISCUTIDO COM MORADORES DO BAIRRO
A Associação Amigos do Estreito, em reuniões mensais organizadas na Biblioteca Pública Municipal Barreiros Filho, discutiu com a comunidade e com os comerciantes do Estreito e região a implantação da Beira-mar Continental. Os encontros se ocuparam do esclarecimento da comunidade sobre os detalhes do projeto, e avaliaram as vantagens e desvantagens da implantação da nova via. “A comunidade aprova”, declarou o Presidente da Associação, Édio Fernandes, lembrando que as reuniões continuam a acontecer e que a execução do projeto será acompanhada de perto pela Associação e pela comunidade.
A Associação, criada há pouco mais de 4 meses, estava há quase 30 anos desativada, e aos poucos vai reconquistando seu espaço na vida da comunidade. Apesar de nova, a entidade já tem projetos para um centro comunitário e pretende ajudar na criação da associação dos pescadores da região.

entregue em Nov.3rd.2004